20 Maio 2022, Sexta-feira
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PENSAR SETÚBAL: Quinze anos de crónicas “Pensar Setúbal”

Neste mês de Janeiro de 2022, perfazem precisamente quinze anos ininterruptos que iniciei as minhas crónicas no Setubalense, sob o título “Pensar Setúbal”.

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Fui eu que o escolhi. Gosto de títulos curtos, mas eficazes, por forma a ser imediatamente perceptível para o leitor que entende logo ao que vem.

Falo sobre o Concelho e a nossa cidade de Setúbal. Uma colega e amiga minha lisboeta, diz que as minhas crónicas sabem a choco frito, o que me deixa muito satisfeito e orgulhoso.

Em muitas crónicas existe uma ideia-chave, de natureza conceptual e que se traduz no facto de Setúbal ter condições naturais de uma beleza ímpar, mas que tem ficado aquém das suas reais potencialidades.

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As equipas autárquicas que têm vindo a governar sucessivamente o município de Setúbal, ao longo dos anos, não têm estado à altura daquilo que realmente necessita.

Quanto a Maria das Dores Meira, esteve bem melhor que os anteriores, nomeadamente os três mandatos de Mata Cáceres, procurando lançar Setúbal na direcção correcta. Esperemos sinceramente que com André Martins se confirme essa direcção.

Setúbal tem também de ser uma cidade de Cultura, procurando esbater uma proverbial menoridade cultural, decorrente também, mas não só, da proximidade de Lisboa. Faltam, para isso, salas de espectáculo de média/grande dimensão, para além do Fórum Luísa Todi, a única sala com capacidade para 600 lugares.

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No ano transacto, quando o Coro Setúbal Voz se deslocou a Guimarães, para participar no II Festival de Canto Lírico da Cidade-Berço, constatámos que as diferenças em termos de infra-estruturas culturais, são acentuadas. Com mais de 600 lugares, Guimarães possui o Pavilhão Multiusos (5000 lugares), o auditório do Centro Cultural Vila Flor (800 lugares) e o Centro de Artes de S. Mamede (800 lugares).

A matriz conceptual é a capacidade de visão, que se consubstancia em algumas palavras-chave: Capacidade empresarial, turismo, agricultura e pescas.

Daí que a atracção de empresas de base tecnológica, constitui uma condição necessária para gerar riqueza, emprego e contribuir decisivamente para o desenvolvimento económico da região.

Ter a percepção que o turismo de qualidade é uma das formas de gerar também riqueza, e integrar essa vertente no modelo de desenvolvimento que se pretende para Setúbal.

Ter também presente que a agricultura específica, nomeadamente a actividade vinícola e a reactivação da nossa frota pesqueira, são factores indispensáveis para o desenvolvimento de toda esta nossa bela e apelativa região.

O Vitória Futebol Clube deve regressar o mais rapidamente possível à 1ª Liga. É o motor desportivo de toda uma região. Amor imenso. Imenso.

Sempre que existe algo do qual não concordo, procuro sempre apresentar alternativas.

Procuro escrever com responsabilidade, educação, respeito, sobriedade, frontalidade e clareza, salientando precisamente aquilo que pretendo, alicerçado na força dos meus argumentos. O insulto será sempre o “argumento” dos fracos.

Escrevo, sobretudo, com muita, muita paixão pela minha terra, Setúbal, terra que amo e que gosto de ver bem tratada e acarinhada.

Para mim, um setubalense a sério é aquele que gosta de Setúbal, independemente do seu local de origem. Veja-se a magnífica crónica que Miguel Esteves Cardoso escreveu no jornal “Público”, sobre Setúbal.

Todos os aspectos atrás mencionados, dizem respeito ao processo, ou seja, às metodologias de pensamento subjacentes à elaboração das crónicas.

Contudo, o objectivo final afere-se com o produto: as crónicas propriamente ditas.

E portanto, se escrevo, ou não, com qualidade, e se as crónicas “Pensar Setúbal” servem a cidade e o Concelho, esse balanço não devo ser eu a fazê-lo, mas sempre, e em última análise, o leitor regular e assíduo de “O Setubalense”.

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