5 Dezembro 2021, Domingo
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Coral Luísa Todi – os primeiros anos de história

Vivia-se o ano de 1961, um ano em que Setúbal fervilhava em acontecimentos culturais. Em janeiro fundara-se a Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi, ao longo do ano o Salão Nobre da Câmara Municipal enchia-se para assistir aos Concertos Pró-Arte e a 25 de outubro, Maria Adelaide Rosado Pinto e Aurélio Lino da Conceição Fernandes, reúnem na Academia e fundam o Coral Luísa Todi. Convidado o Prof. Américo Vieira para abraçar artisticamente este projeto, começa logo a captação de futuros coralistas e os primeiros ensaios têm lugar na Academia a partir de janeiro de 1962.
Muitas datas e acontecimentos se sucedem nestes primeiros tempos, mas a história é a reconstituição de factos concretos e não pode ser escrita para satisfazer vaidades pessoais ou esconder ressentimentos, adulterando a verdade histórica. Por isso, por muito que outros queiram atribuir outras datas para a fundação do Coral Luísa Todi, historicamente ela terá sido sempre a 25 de outubro de 1961.
Nos finais de 1962 surgem as primeiras incompatibilidades entre alguns elementos do Coral Luísa Todi e a Diretora da Academia, Maria Adelaide Rosado Pinto.
A separação parece inevitável e em janeiro de 1963 o Coral passa a ensaiar na Sala de Canto Coral da Escola Industrial e Comercial de Setúbal. No entanto, mantém-se a ligação à Academia, única forma de o Coral Luísa Todi continuar a receber apoios para pagar os honorários do Maestro Américo Vieira. Nesta fase crítica da vida do Coral é importante o papel desempenhado por Aurélio Fernandes, único elemento do Coral que mantinha amizade com a Diretora da Academia, permitindo a continuidade desta ligação.
A 30 de julho de 1963, dá-se finalmente o grande momento, o Coral Luísa Todi, ainda sob a égide da Academia, dá o seu primeiro Concerto no então Cineteatro Luísa Todi. Numa sala esgotada, o Coral é apresentado ao público num brilhante discurso proferido pelo Dr. Luís Cabral Adão, ilustre médico e poeta e a quem o Sado deve a designação de Rio Azul. É a concretização de um sonho de várias gerações e, no final de um Concerto em que participa também a Orquestra da FNAT, ouve-se, vindo da sala, um sonoro “Obrigado”. De certeza que quem o gritou não teria a consciência de que se estava a fazer história na vida cultural de Setúbal.
Já em outubro de 1963, realizam-se diversas reuniões entre a Diretora da Academia e elementos do Coral, no sentido de se encontrarem soluções para os problemas resultantes da separação. Só a 16 de abril de 1964, o Eng. Barroso, então Presidente do Conselho de Administração da Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi, informa os coralistas que, a partir dessa data, o Coral deixava de estar integrado na Academia. Forma-se, nessa altura, uma Comissão Organizadora, que tem como primeiro objetivo a oficialização do Coral Luísa Todi.
A 15 de maio de 1964 reúne pela primeira vez a Comissão Organizadora do Coral Luísa Todi, constituída por Aurélio Fernandes, Ausenda Paulino Pereira, Fernando Pacheco, Fernando Sobral Rodrigues, Joaquim Santos, Manuel Lino e Maria Isabel Grek Torres.
A 23 de novembro de 1964 são aprovados pelo Governo Civil de Setúbal os Estatutos do Coral Luísa Todi.
Em 4 de julho de 1965 realiza-se a 1ª Assembleia Geral do Coral Luísa Todi, na qual é eleita a primeira Direção, que entra imediatamente em funções, presidida pela Drª. Ausenda de Carvalho Caetano Paulino Pereira.
Muitas datas importantes em apenas 4 anos de história, sendo que, sem dúvida, duas delas ressaltam como marcantes de uma história que se começava a desenhar: a da Fundação – 25 de outubro de 1961 e a do Primeiro Concerto – 30 de julho de 1963.

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