20 Agosto 2022, Sábado
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Tomada de posse do novo pároco da Trafaria

Houve, nas últimas semanas da Diocese de Setúbal, tomada de posse de alguns párocos com a presença do senhor Bispo.
Na tomada de posse do pároco da Trafaria, em geral, ficámos a saber o nome do novo pároco, a razão da sua nomeação – o falecimento do anterior – a relação mútua, na equipa pastoral, bem como outras actividades extra-paroquiais.
Na homilia, o senhor Bispo lembrou o falecido pároco anterior, resumindo muito pobremente a pastoral, caracterizando-a, a nível diocesano “pelo seu longo e diligente e generoso ministério pastoral”; bem como “o seu serviço à Igreja que ele desempenhou à imagem do Bom Pastor”. Tudo muito vago e generalizado. Terá certamente obras muito concretas a nível paroquial e pastoral que mereceriam ser salientadas, até pelos próprios paroquianos que o poderão e até deverão fazer pelas redes sociais, para que” a luz não fique debaixo do desconhecido.
Quando morre um politico – temos bem presente um exemplo recente – são bem salientados os seus actos concretos e não generalizados, a nível pessoal, politico, de governo e até a nível humano e social.
Por sua vez, a homilia do senhor Bispo poderia ser menos longa se os temas que ele focou – pertinentes – tivessem sido abordados na preparação que deveria ter havido para este momento.
Um governante, quando toma posse, apresenta o seu programa. Também eu estava à espera que o novo pároco o apresentasse, apontando os pontos principais que exigem a colaboração dos fiéis. Penso que este seria o momento oportuno porque há mais pessoas – a igreja tinha os lugares esgotados. E também porque apresentar um programa pastoral com a presença, a aprovação e o estímulo do senhor Bispo tem outro impacto.
Infelizmente, esta situação é generalizada. Tenho ouvido até senhores bispos que antes da sagração, dizem que primeiro irão ouvir o povo – e acho bem; outros dizem que ainda não conhecem a situação – o que deviam conhecer em geral, adaptando, depois mais em concreto.
Pergunto-me: O que vem fazer para a Trafaria este novo pároco? Se alguém quiser colaborar, como deve fazer todo o paroquiano, segundo os seus dotes e carismas, como diz S. Paulo e a letra e o espírito dos Actos dos Apóstolos, em que parte do programa se pode encaixar?
“Espero que todas as comunidades se esforcem por usar os meios necessários para avançar no caminho de uma conversão pastoral e missionária, que não pode deixar as coisas como estão. Neste momento, não nos serve uma simples administração”. (Evangelii Gaudium, nº 25)

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