22 Setembro 2021, Quarta-feira
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Joaquim de Almeida: O centenário da sua morte

Assinalou-se, na última quinta-feira, dia 22 de Julho, o centenário da morte do grande actor Joaquim de Almeida, nascido na então Aldeia Galega do Ribatejo, hoje cidade do Montijo, a 5 de Outubro de 1838.
A sua estreia no Teatro ocorreu na inauguração do antigo Teatro de Variedades, em 1 de Fevereiro de 1858, contando, apenas, 19 anos de idade. Em 13 de Abril de 1863, Joaquim de Almeida ingressou no elenco do Teatro Nacional de D. Maria II, com o drama Pedro, da autoria de José da Silva Mendes Leal. Representou, também, em todos os teatros importantes de Lisboa, como o Teatro do Rato, Teatro da Rua dos Condes, Teatro do Ginásio, O Teatro do Príncipe Real e o da Avenida, assim como noutros teatros do país.
Joaquim de Almeida foi uma figura de grande destaque do teatro português, da segunda metade do século XIX e da primeira década do século XX, tendo-se aposentado do Teatro Nacional D. Maria II, em 1910, com 72 anos de idade e mais de 52 de carreira.
E, apesar de uma vida artística intensa e de residir em Lisboa, Joaquim de Almeida nunca esqueceu a sua terra natal: a subscrição de um requerimento, em 12 de Junho de 1881, para a mudança do nome desta vila, e sua participação, em 18 de Agosto de 1907, no Teatro de Aldegallega, numa récita de caridade, são apenas algumas provas.
De igual modo, os seus conterrâneos não lhe regatearam as homenagens: em 25 de Dezembro de 1911, a direcção do Grupo Musical Baltasar Manuel Valente (hoje, Musical Clube Alfredo Keil), no espectáculo de inauguração do seu teatro, e para o qual contou com a presença do actor Joaquim de Almeida e sua família, deu-lhe o nome de Teatro Joaquim de Almeida; para além deste, de vida bastante efémera, existiu um antigo Cinema Teatro Joaquim de Almeida, construído em madeira, no largo à entrada da ponte dos vapores, inaugurado em 12 de Julho de 1925, e só demolido, por volta de 1953, já com as obras iniciadas do actual Cinema Teatro Joaquim de Almeida. Este último, inaugurado, em 20 de Outubro de 1957, e depois de 3 décadas de exercício regular, viria a ser encerrado em 1991.
Fruto do esforço de sensibilização para a reabertura deste espaço cultural, levado a cabo pela Associação dos Amigos do Cinema Teatro Joaquim de Almeida (ACITEJA), constituída em 1993, a Câmara Municipal do Montijo, na presidência da Dr.ª Maria Amélia Antunes, viria a comprar, em 1999, este cinema teatro e, desde logo, assegurou o financiamento para as obras de remodelação das suas instalações, por um protocolo assinado com o Ministério da Cultura.
No ano de 2005, no Dia da Cidade, o dia 14 de Agosto, teve lugar a reinauguração do Cinema Teatro Joaquim de Almeida e, de novo, se homenageou o seu patrono.
Das iniciativas culturais organizadas pela Câmara Municipal, e para além do apoio financeiro à publicação do estudo da autoria de José de Matos Cruz (Joaquim de Almeida – um actor do Montijo. Lisboa: Publicações D. Quixote, 2005), tivemos a oportunidade de organizar uma exposição alusiva, com o título de “Cinema Teatro Joaquim de Almeida: Uma História com um Final Feliz”, inaugurada a 20 de Outubro, desse mesmo ano.
Cem anos depois da sua morte, certamente, a terra de sua naturalidade, e depois de lhe ter dado o nome ao seu Cinema Teatro e, também, a uma rua – a rua onde nasceu, nome atribuído ainda em sua vida (distinção única na toponímia montijense) –, muito terá, ainda, para lhe oferecer em homenagem aos serviços por ele prestado a esta comunidade.
Haja, sempre, nas entidades públicas e em particular nas autarquias locais a vontade e disponibilidade em homenagear quem honrou e serviu o concelho.

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