21 Junho 2021, Segunda-feira
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PENSAR SETÚBAL: Vitória Futebol Clube: A minha narrativa (Parte II)

Na semana transacta dei início à história mais recente do Vitória Futebol Clube, visto pela minha perspectiva.

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Nessa época de ouro, anos 60 e 70, o Vitória conquistou, para além das duas Taças de Portugal, a Taça Teresa Herrera, a Mini-Copa do Mundo e diversos Torneios Ibéricos.

No Distrito de Setúbal era aquele que tinha o maior contingente de clubes na 1ª Liga: Vitória, CUF, Barreirense, Montijo e Amora.

Em Lisboa tínhamos representados também na 1ª Liga, Benfica, Sporting, Belenenses, Atlético e Oriental.

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A seguir veio o 25 de Abril de 1974, que transformou radical e fundamentalmente a sociedade portuguesa, passando de uma ditadura de matriz fascista (o Estado Novo), para uma tão aguardada e desejada Democracia.

Todavia, aqui para as nossas bandas, verificaram-se demasiadas convulsões políticas, sociais e económicas, que se acentuaram no PREC e no desvario revolucionário que se lhe seguiu.

O tecido empresarial encolheu drasticamente, a esmagadora maioria das empresas sofreu nacionalizações, ocorreram ocupações de terras, a indústria conserveira começou a claudicar, tendo a geração de receitas ressentido acentuadamente.

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Como seria expectável, CUF (actual Fabril), Barreirense, Montijo e Amora rapidamente desapareceram da 1ª Liga, varridos pela onda revolucionária. De Lisboa, Atlético e Oriental seguiram-se-lhes.

Sobrou somente o Vitória.

A bússola desportiva começou inexoravelmente a apontar para Norte, onde o tecido empresarial, a criação de emprego e a geração de riqueza, surgiram mais consolidados.

Os lugares europeus antes ocupados pelo Vitória e pelo Belenenses, foram substituídos por Boavista, Guimarães e, ocasionalmente, Braga.

O Vitória, embora já não conseguisse atingir os lugares europeus de outrora, mantinha-se tranquilamente na primeira metade da tabela. Nem sequer olhávamos para a cauda da tabela. Quem subia ou descia, era assunto que não nos dizia respeito.

No início dos anos 80, o Belenenses desceu de divisão, repetindo a “proeza” poucos anos depois. Isso era algo impensável, num clube histórico.

Na época 1985/1986, confirmando que as descidas do Belenenses não tinham sido acidentais, o Vitória desceu de divisão no derradeiro jogo, contra o Marítimo, na Madeira.

Foi um escândalo, uma coisa do outro mundo. Quem iria alguma vez pensar que o Enorme Vitória Futebol Clube caísse para a 2ª Liga?

Contratou-se Mallcom Allison e Roger Spry, com uma equipa musculada, praticando um futebol de grande qualidade, vincadamente ofensivo e regressámos no ano seguinte (1986/1987) à 1ª Liga, procurando demonstrar que aquela malfadada descida tinha sido obra do acaso. Num dos melhores jogos que me lembro ter assistido, o Vitória e o Porto empataram 4-4.

Mas, infelizmente, não foi obra do acaso. Senão vejamos:

・1990-1991: Descida à 2ª Liga – dois anos de permanência;

・1993-1994: Regresso à 1ªLiga. Rashid Yekini, com 21 golos, foi o melhor marcador do campeonato, como aliás, já tinha sido na 2ª Liga em 1992-93, com 34 golos;

・1994-1995: Descida à 2ª Liga;

・1995-1996: Regresso à 1ª Liga;

・1999-2000: Descida à 2ª Liga;

・2000-2001: Regresso à 1ª Liga;

・2002-2003: Descida à 2ª Liga;

・2003-2004: Regresso à 1ª Liga;

・2019-2020: Descida administrativa à 3ª Liga, após termos assegurado a permanência no derradeiro jogo com a B-SAD.

Ou seja, em 35 anos assistimos a cinco descidas desportivas à 2ª Liga e uma descida administrativa à 3ª Liga.

Continuamos para a semana.

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