1 Dezembro 2021, Quarta-feira
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A pandemia

Mas vou mais uma vez falar da covid19? Não! Mas vou falar de outra pandemia que igualmente nos assola há muito tempo : a corrupção! Doença que ataca em geral as pessoas por cujas mãos passa um outro vírus: dispor da possibilidade de favorecer alguém, seja na política, seja nos bancos, seja em qualquer lugar onde se tomam decisões.

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Não ! também não vou falar de Socrates, uma espécie de “bombo da festa” em que todo o mundo bate! Esta pandemia existe há muito tempo antes de Sócrates e grassa como a covid19 pelo mundo todo – mas o que nos interessa é o que se passa no nosso país pois se tais “favores” (muitas vezes pagos a peso de ouro) tocam nos que nos governam ou de quem dependemos por qualquer razão, sempre a tal doença toca todos nossos bolsos ou em qualquer coisa que se projeta para nosso bem.

Tudo começa na educação em família pelo abandono no dia a dia se esquecerem da importância de alguns princípios de respeito, de verdade, de honestidade, mesmo nas mais pequenas coisas do dia a dia.  Na escola também em geral tais princípios não são assunto essencial – não esquecemos o “barulho” à volta duma disciplina de cidadania que até meteu “a baixo assinados” contra!

E   na nossa vida democrática depois de décadas de ditadura acabou por se transformar a democracia numa “partidocracia” que está longe de representar os verdadeiros interesses do povo da circunscrição por eles representada.

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A maioria dos partidos começam a sua organização localmente, geralmente à volta de alguém de fortes convicções e igualmente de forte personalidade – ele vai lentamente tomando as decisões importantes. Depois é necessário passar á organização concelhia seguindo-se a distrital, e daí até ao nível nacional e, nalguns casos até ao governo da nação. Ora não se sobe esta escadinha do poder sem – geralmente – a indigitação do tal autoproclamado chefe. Assim se vai estabelecendo uma verdadeira teia de pequenos favores, de degrau em degrau. Ficam muitos favores pelo caminho desta escadinha até ao verdadeiro poder. Deve-se sempre qualquer coisa a alguem que algum dia faz um favorzinho a que se teve de satisfazer. É evidente que toda esta cadeia de interesses desapareceria se as eleições para subir na hierarquia do partido fossem livres. Têm sido feitas algumas tentativas mas que não têm sido bem acolhidas. Por que será? O poder dos caciques locais fica assim posto de lado.E aí fica um terreno fértil para nele medrarem os tais favores. É evidente que há favorzinhos e  favorsões que podem render …milhões.

Daí a atração do poder, daí as lutas subterrâneas para acesso a certos lugares, lutas que obrigam a muita persistência e depois necessitam igualmente muito esforço para mascarar muitas coisas para que pareçam “normais” – a imaginação não tem limites e, como sabemos, a JUSTIÇA leva anos para desatar esses nós!Ele são paraísos fiscais, ele são empresas fictícias, ele são aparentes doações, num intricado sistema onde é difícil encontrar a ponta da meada!

Estamos perante uma pandemia para a qual a única vacina é o regresso aos valores fundamentais dum homem novo e duma sociedade nova para a qual o Papa Francisco não cessa de apelar aos jovens para que tomem as iniciativas necessárias e não apenas manifestações que é difícil não serem aproveitadas pelas forças que vivem do regime podre em que vivemos. Aproveitamos os estragos da pandemia covid19 para inovar, para construir a sociedade baseada na fraternidade e no amor ao próximo !

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