17 Abril 2021, Sábado
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A gerigonça serve os partidos, não serve as pessoas.

É absolutamente insólito o que se passou com a aquisição dos novos barcos da Transtejo. São vários anos para a aquisição de uma frota que serve uma área com 3 milhões de habitantes e que perturba especialmente os habitantes do Seixal.

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Parece ser nesta ocasião que serão adquiridos 10 novos barcos, mas não é a primeira vez que este processo conhece avanços “burocráticos”. A verdade é que os utentes continuam a “ver navios”, mas apenas usados, que pertencem a uma frota que precisa de ser urgentemente renovada.

De uma forma impressionante, os barcos elétricos foram comprados sem manutenção para as baterias. O resultado é péssimo, a empresa vencedora torna o preço dos barcos mais caro com a utilização das baterias que são agora incluídas no concurso.

Não é menos insólito a gestão do processo para a construção do novo aeroporto. Inicialmente pensado para o Montijo “esbarra” nos pareceres negativos de duas Câmaras Municipais: Moita e Seixal.

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A lista poderia continuar com o Hospital no Seixal que até ao momento apenas tem servido para entreter a revindicação do PCP enquanto os centros de saúde deterioram sem qualquer investimento na saúde sair do papel.

Ambos os processos são morosos e ainda estão por concluir. Mas na prática o património da gerigonça destes anos resulta de uma ausência de problemas estruturais.

No caso da Transtejo o PCP viabilizou seis Orçamentos de Estado sem tornar este problema uma prioridade. Mesmo quando este investimento é especialmente importante num concelho que tem uma gestão comunista, como é o caso do Seixal.

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Na questão do projeto para um novo aeroporto o PCP e PS revelam algo simples: não se entendem quanto às prioridades do país. O partido que viabiliza seis anos de governo socialista é mesmo que inviabiliza o principal investimento em infraestruturas de transportes. É o PCP que inviabiliza o aeroporto no Montijo por força da posição de duas Câmaras Municipais com gestão comunista

Mas o acordo que une o PS e PCP na Assembleia da República serve propósitos. Foi evidente que a realização da Festa do Avante no Seixal foi “prenda” do governo pelo fiel apoio do PCP nestes últimos anos.

No mesmo sentido, é possível que o PS se “contenha” nas autárquicas. Observaremos todos se existirão nomes que sejam verdadeiros “challengers” ou se esse papel caberá apenas ao PSD nas Câmaras Municipais geridas pelo PCP.

No universo do acordo governativo à esquerda o Seixal torna-se num caso paradigmático. A evidência, até ao momento, demonstra apenas que o acordo do PS e PCP serve os partidos envolvidos. Não resolveu o problema da Transtejo, Hospital no Seixal ou o próprio impasse no projeto do aeroporto.

Ou seja, o único resultado da gerigonça foi a realização da Festa do Avante em plena pandemia. Seguramente não serve os interesses das pessoas.

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