20 Janeiro 2022, Quinta-feira
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Uma nova realidade?

A pandemia está em força alterando profundamente as nossas vidas, todos o sentimos, mas uns são mais afetados do que outros. Em primeiro lugar todos tomamos conhecimento, pelos obsessivos telejornais do número de infetados, do número de falecimentos, da situação grave dos nossos hospitais e até da saturação dos crematórios, reforçando em muitos de nós não só o medo de adoecer como pensar que não há uma cama para me receber se adoecer.

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E este massacre de informações põe-nos perante a situação caótica em muitos países pelo mundo fora, pondo-nos até perante a imagem dos cemitérios abarrotando – é verdadeiramente macabro tais imagens que assim vão aumentando a insegurança em que vivemos. Isto não é uma informação, é um atentado aos cidadãos! E as vacinas, uma esperança no meio desta verdadeira tragédia, são também aproveitadas para pôr em primeiro plano um 1% de problemas na sua distribuição e aplicação fraudulenta deixando na sombra os números progressivamente crescente das pessoas vacinadas.

Também neste processo os nossos meios de informação contribuem pata o aumento da nossa insegurança. Estamos perante uma verdadeira desinformação quando as nossas televisões e os nossos jornais deviam estar ao serviço da nossa paz social. É evidente que não estamos contra as informações – um direito penosamente adquirido – mas porque não dão relevo ás notícias positivas? Por exemplo, no caso das vacinas porque se não dá relevo aos números positivos? Todos sabemos, e alguns já o sentem na pele, que estamos já numa verdadeira crise económica e social e que o “pós pandemia” será um período bem difícil de resolver perante o aumento do desemprego e pelas falências de muitas empresas que as ajudas oficiais não conseguem evitar.

E há quem diga que iremos ter uma oportunidade de corrigir os defeitos da nossa sociedade geradora de pobreza e de desigualdades sociais – já o temos dito nesta nossa coluna de opinião. E as camadas mais pobres e desfavorecidas da sociedade agitam-se e alteram a ordem publica como recentemente aconteceu na Holanda e em França. É mesmo altura de pensarmos na sociedade pós pandémica pois o mundo não acaba agora. Entre nós, por exemplo, continua a tentativa de aguentar a TAP. Assunto grave e difícil, aguentar uma empresa de aviação recentemente na posse do Estado, e no meio da pandemia que limita as deslocações duma maneira quase total, alem de que estamos perante uma empresa que tinha crescido exageradamente.

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Dizem os jornais que se chegou a um acordo entre a administração atual e os vários sindicatos do pessoal. Todos esses sindicatos, face a medidas draconianas, terá de as submeter aos plenários dos seus associados – e serão medidas aceites? Sabemos que os sindicatos cederam perante duras ameaças da administração (que é o Estado!). Sabemos que as entidades patronais se aproveitam das crises para defender o “capital” à custa do “trabalho”.

É preciso muito bom senso e levar em consideração a realidade das situações em que a sociedade se encontra com os efeitos da pandemia em que se vive. Mesmo numa sociedade democrática como aquela em que vivemos, se pode resvalar para processos característicos das sociedades totalitárias. Nos governos da Europa, exceção feita à Hungria, defende-se a democracia (o poder do povo) mas o “capital” é rei e senhor e domina os governos existentes na maioria dos países europeus. Ainda recentemente estiveram , como acontece todos os anos, reunidos na cidade de Davos, os representantes desse “capital”, apreciando a situação mundial e, certamente, definindo as linhas de conduta dos governantes em exercício. Claro, a pandemia cria grandes dificuldades para equilibrar as finanças, mas cria igualmente a possibilidade de instalar sobre os escombros das nossas sociedades, uma sociedade nova baseada na fraternidade e no respeito da dignidade do ser humano.

Muitos falam duma “economia de Francisco” a partir da palavra falada e escrita do atual Papa.

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