23 Maio 2024, Quinta-feira

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Tribunal condena grupos de tráfico de droga que tinham intermédio no Montijo

Tribunal condena grupos de tráfico de droga que tinham intermédio no Montijo

Tribunal condena grupos de tráfico de droga que tinham intermédio no Montijo

Penas, entre os 8 e 13 anos, foram aplicadas aos arguidos de nacionalidades brasileira e sérvia

 

O Tribunal de Lisboa condenou, esta quarta-feira, a penas entre os 13 e 8 anos de prisão sete arguidos por associação criminosa e tráfico de droga internacional num esquema que trazia cocaína desde o Brasil para Portugal dissimulado em café com destino à Europa de Leste.

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Os arguidos são membros da organização criminosa brasileira Primeiro Comando da Capital (PCC) que traziam para Portugal cocaína, bem como membros de um grupo da máfia sérvia – os compradores – e um português, cúmplice do grupo brasileiro. O tribunal julgou ainda o sequestro do arguido português pelos restantes que o acusavam ter perdido a droga, mas foram absolvidos desse crime.

O processo começou com a detectação de 240 quilos de cocaína dissimuladas em café na Alfândega de Alverca em Outubro de 2022, proveniente do Brasil. A droga pertencia ao PCC, que se queria introduzir no mercado europeu em ligações com um grupo sérvio.

No dia 11 de Outubro, Marcos Miranda – brasileiro do grupo PCC e agora condenado a 12 anos de prisão –, levantou a droga que estava já a ser vigiada numa empresa logística em Alverca, fazendo-se representar por uma empresa importadora do café. O arguido conduziu a sua carrinha cerca de duas horas, realizando manobras de contra vigilância na margem sul para despistar eventuais seguidores, até que se apercebeu que estava a ser seguido.

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Deixou a carrinha num parque de estacionamento de um centro comercial do Montijo, onde Francisco Martins, português cúmplice de Marcus, o foi buscar. Francisco foi condenado agora a 12 anos e três meses de prisão.

Nesse dia, o português tinha indicações para ir buscar a viatura estacionada com a droga, mas fê-lo no dia seguinte e não a encontrou. Na noite anterior, a PJ tinha apreendido a viatura e toda a droga. Francisco contactou Marcos e Wanderson Oliveira, outro arguido pertencente ao grupo PCC em Portugal, a comunicar que a droga tinha desaparecido e logo temeu pela sua vida. Wanderson foi condenado a 13 anos de prisão.

Ao terem conhecimento do desaparecimento da carga, os dois grupos de tráfico de droga pensaram que o arguido de nacionalidade portuguesa as estava a ludibriar. Do Brasil veio Flávio Oliveira, agora condenado a oito anos e seis meses de prisão, e de Espanha, vieram para Lisboa os sérvios, compradores da droga – Uros Piperski e Aleksander Stojkovic.

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Foram agora condenados a penas de oito anos e seis meses de prisão. A ideia era pressionar o português para perceber o que tinha acontecido à droga e sequestraram-no. Foram detidos pela PJ quando se preparavam para levar Francisco para Espanha, mas foram agora absolvidos de sequestro.

Marcos Miranda e Francisco foram detidos, mais tarde, pelo crime de associação criminosa tráfico de estupefacientes. O português em tribunal alegou não saber da droga, que tinha sido aliciado para comercializar café importado do Brasil, mas essa tese não foi aceite em tribunal. O próprio café estava estragado.

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