23 Maio 2024, Quinta-feira

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Zero pediu intervenção da CCDR devido a “libertação de fumos” na cimenteira do Outão

Zero pediu intervenção da CCDR devido a “libertação de fumos” na cimenteira do Outão

Zero pediu intervenção da CCDR devido a “libertação de fumos” na cimenteira do Outão

Pelo menos até ao meio-dia desta sexta-feira, a CCDRLVT ainda não tinha prestado qualquer esclarecimento sobre a situação

 

A Zero pediu a intervenção da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT) devido à libertação de fumos na cimenteira do Outão desde Novembro, revelou esta sexta-feira fonte da associação.

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A Secil, detentora da cimenteira do Outão, admite que pode ter ocorrido “alguma libertação pontual de partículas” durante os procedimentos de início de operação da nova linha de produção de cimento, que continuam a decorrer, mas garante que não foram ultrapassados os limites legais que salvaguardam o ambiente e a saúde pública.

Num ofício enviado à CCDRLVT, em 8 de Novembro, a associação ambientalista Zero diz ter recebido uma denúncia de várias situações de alegada “libertação de fumos, acompanhada de cheiro a pneus queimados”, a partir da cimenteira da Secil no Outão, no concelho de Setúbal.

“Face ao exposto, vimos solicitar a intervenção da CCDRLVT no sentido de verificar o que se passa com aquela unidade industrial e actuar em conformidade, se for esse o caso”, lê-se no ofício da Zero, a que a agência Lusa teve acesso.

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Como não obteve resposta, a Zero enviou no dia 22 de Dezembro um segundo ofício em que solicitava o “envio dos elementos documentais produzidos pela CCDRLVT em relação a este caso”.

De acordo com a Zero, pelo menos até ao meio-dia desta sexta-feira, a CCDRLVT ainda não tinha prestado qualquer esclarecimento sobre a alegada libertação de fumos na cimenteira da Secil no Outão.

Contactada pela agência Lusa, a Secil admite que “os procedimentos de início de operação da nova linha [de produção de cimento], com ajustamentos de parâmetros operacionais e paragens de formo adicionais, podem ter causado alguma libertação pontual de partículas”.

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A empresa cimenteira assegura, no entanto, que a libertação de partículas ocorreu “dentro dos limites” legais estabelecidos e “sem qualquer consequência para o ambiente e para a saúde pública”.

A Secil salienta ainda que “continua a modernizar os sistemas de despoeiramento desta unidade fabril para ser ainda mais rigorosa no controlo das emissões de partículas, investimento este que terá efeitos já nos primeiros meses de 2024”.

“O investimento CCL–Clean Cement Line, que a Secil está a concluir na fábrica do Outão, está a transformar esta unidade numa das mais sustentáveis da Europa e do mundo, com a perspectiva de usar zero combustíveis fósseis, reduzir 20% as emissões de CO2, aumentar a eficiência energética em 20% e produzir 30% das suas necessidades de energia com aproveitamento de calor do processo de fabrico”, sublinha a empresa cimenteira.

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