Eleitos socialistas consideram que apoio à compra do passe navegante municipal com 10 euros peca por tardia
Os vereadores do PS eleitos na Câmara de Setúbal defendem que a situação financeira da autarquia não pode justificar cortes em apoios nem o incumprimento de compromissos assumidos com a população.
A posição foi assumida esta quarta-feira, na reunião pública do executivo, com o apelo à concretização das medidas apresentadas durante a campanha autárquica, em 2026.
Para os socialistas, dificuldades financeiras não podem servir de argumento para decisões como o corte “às refeições escolares, para o incumprimento de compromissos assumidos com os setubalenses ou para a perpetuação de problemas que afetam o concelho e que permanecem por resolver há vários mandatos”, lê-se em nota de Imprensa enviada a O SETUBALENSE.
Relativamente ao apoio de 10 euros para a aquisição do passe navegante municipal, o PS votou favoravelmente a proposta apresentada pela presidente da autarquia, apesar de considerar que a medida surge com atraso.
“Para que o apoio tivesse efeitos práticos no início de 2026, teria de ter sido aprovado no ano anterior. No atual contexto, e tendo em consideração que a proposta terá ainda de ser aprovada na assembleia municipal, o apoio só será restabelecido no mês de março”.
Quanto à requalificação do parque público habitacional no Bairro Afonso Costa, os eleitos transmitiram preocupações dos moradores quanto à utilização de geradores de energia, defendendo a necessidade de reavaliar a sua localização para reduzir ruídos e vapores.
O PS voltou também a chamar a atenção para a falta de condições no Complexo Municipal da Várzea, sublinhando que os problemas identificados no mandato anterior permanecem por resolver. Entre as principais falhas apontadas estão os acessos e zonas de assistência sem abrigo, bem como deficiências nas instalações de apoio, como as casas de banho, num equipamento utilizado por centenas de crianças e jovens.
Na área da cultura, os vereadores socialistas questionaram a câmara sobre as condições de acessibilidade nos equipamentos municipais, na sequência da entrada em vigor de medidas governamentais destinadas à inclusão de pessoas com deficiência. Foi também colocada a possibilidade de candidatura dos equipamentos culturais municipais ao selo de certificação de acessibilidade e inclusão.
Ainda neste âmbito, o PS levantou a questão da eventual integração dos museus municipais na Rede de Museus para a Inclusão na Demência (MID), tendo em conta a elevada prevalência de demência em Portugal e a escassez de respostas culturais dirigidas a estas pessoas e aos seus cuidadores.
Os vereadores solicitaram também um “ponto de situação” sobre o projeto Casa Luísa Todi, cuja empreitada foi adjudicada em setembro de 2025, considerando a proximidade do 273.º aniversário da cantora lírica setubalense.