19 Junho 2024, Quarta-feira

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União de Sindicatos espera centenas em manifestação e UGT vai estar na Torre de Belém

União de Sindicatos espera centenas em manifestação e UGT vai estar na Torre de Belém

União de Sindicatos espera centenas em manifestação e UGT vai estar na Torre de Belém

Data volta este ano a ser vivida a 100%, com estruturas sindicais a defenderem a luta dos trabalhadores e o combate à precariedade

 

Sem máscaras ou distanciamento social, o Dia do Trabalhador está este ano a ser vivido a 100%.

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Em Setúbal, a União de Sindicatos (CGTP) tem programada para hoje uma manifestação, na qual espera a participação de “largas centenas de trabalhadores”, enquanto a UGT “volta à tradição”, que passa pela “concentração de sindicatos numa capital de distrito do País”.

A acção da União de Sindicatos de Setúbal, que tem Luís Leitão como coordenador, tem início às 15 horas, com os manifestantes a desfilarem da Praça do Brasil até à Avenida Luísa Todi. Além disso, haverá ainda tempo para animação musical com os Bardoada e Um Zeca Diferente, de tributo a Zeca Afonso.

“Estamos a mobilizar nas empresas e nos locais de trabalho. O 1.º de Maio em Setúbal é essencialmente de trabalhadores que estão em empresas dos concelhos de Setúbal e Palmela e são esperadas umas largas centenas de trabalhadores”, sublinha Luís Leitão.

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No entanto, as comemorações do 1.º de Maio não se ficam por aqui, com a União de Sindicatos de Setúbal a organizar “uma manhã infantil no coreto da Avenida Luísa Todi, que se estende até às 17h30, com insufláveis, pinturas faciais e histórias para os miúdos”.

“É um dia para os pais demonstrarem aos seus filhos que é com a luta e é pela luta que lá vamos e, portanto, é uma forma de dizer às famílias que venham ao 1.º de Maio exigir aquilo que é delas e que também num futuro próximo será dos seus filhos”, acrescenta.

Já Manuel Fernandes, presidente da União Geral de Trabalhadores (UGT) de Setúbal, explica a O SETUBALENSE que “a concentração este ano é em Lisboa, na Torre de Belém”.

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“Todos os sindicatos vão ter uma barraquinha. É um encontro de famílias, amigos, sócios dos sindicatos, em que na Torre de Belém há um recinto montado e é lá que se faz a festa e que se transmitem as mensagens político-sindicais que queremos fazer passar”, revela.

O Dia do Trabalhador é, para Manuel Fernandes, uma data que “deve ser sempre revisitada”. “A força política da cultura e do peso histórico do 1.º de Maio tem hoje, mais do que nunca, o seu valor. Vivemos um momento de grande incerteza que, infelizmente, reflecte-se sobre a política de rendimentos”, afirma.

A mensagem “que deve ser passada este ano”, destaca, “é o combate à precariedade e é o combate aos baixos salários”. “Se há lucros e se há distribuição de riqueza, deve ser feita com equidade e com sentido de justiça e é isso que não tem acontecido nos últimos anos. É contra isso que a UGT combate actualmente”, sublinhou.

Já Luís Leitão explica que o “1.º de Maio, além de ser um dia histórico pela jornada de trabalho, é um dia de luta dos trabalhadores, ou seja, é um dia em que se trazem as reivindicações do local de trabalho para a rua”.

“Em 1892 os trabalhadores em Setúbal comemoraram o 1.º de Maio. Nós, herdeiros dessa luta, continuamos a comemorar o 1.º de Maio com novas reivindicações, exigindo aquilo que é dos trabalhadores. É nosso por direito uma melhor e mais justa distribuição da riqueza”, disse, a concluir.

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