A informação foi avançada por Carlos Humberto, durante apresentação de resultados e projetos da empresa
A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) vai reunir com a Câmara Municipal de Setúbal (CMS) na próxima semana, com o intuito de encontrar soluções para constrangimentos relacionados com a rede de transportes, em especial para a situação da Estrada Nacional 10.4, que liga Setúbal à Arrábida.
A informação foi avançada ontem pelo presidente da TML, Carlos Humberto, durante uma sessão de apresentação à comunicação social dedicada à atividade e aos projetos em curso da empresa.
Entre os principais objetivos da TML, a curto prazo, o foco passa por integrar todos os sistemas de mobilidade em toda a Área Metropolitana de Lisboa. Segundo Carlos Humberto, o objetivo desta medida passa por uniformizar a numeração dos itinerários, de modo que “não existam carreiras iguais”.
A sessão serviu ainda para divulgar resultados de iniciativas recentemente testadas e projetos em desenvolvimento, com enfoque na mobilidade sustentável e na inovação. Entre estes, destacam-se o projeto Bicibox Setúbal, um sistema de estacionamento seguro para bicicletas, desenhado para facilitar a intermodalidade.
Até 2027 a TML espera instalar novos parques na cidade, de modo a continuar o investimento na iniciativa que arrancou em 2022, com a implementação do primeiro “Bicibox” no Interface de Transportes de Setúbal (ITS).
No plano estratégico, foi destacado o desenvolvimento de uma “ferramenta digital que permitirá visualizar o estado de cada ação e a informação dos indicadores que podem ser monitorizados”, referente ao Plano Metropolitano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMMUS), desenvolvido pela TML em articulação com os municípios da Área Metropolitana de Lisboa. Este instrumento de planeamento visa identificar necessidades e definir medidas para melhorar a mobilidade dos cidadãos, promovendo um modelo mais sustentável, integrado e centrado nas pessoas.
Foi igualmente destacada a possível aposta em soluções de acessibilidade, como o sistema de “Wayfinding”, direcionado a pessoas cegas ou com baixa visão, que facilita a orientação nas interfaces de transporte. Este sistema consiste em guiar os passageiros através de códigos “navilens”, pisos podotáteis e corrimões com inscrições em braile. O projeto ainda se encontra em fase de estudo para perceber “se vale a pena implementar deste modo ou se existem soluções melhores”.
Durante o encontro foram ainda abordados diversos projetos estruturantes, entre os quais a possibilidade de uma futura ligação de metro a Alcochete, pensada para responder ao impacto do novo aeroporto, bem como outras soluções de reforço da oferta de transporte público nas regiões de Sesimbra, Costa da Caparica e Trafaria.
Em 2025 a TML transportou 194 milhões de passageiros, números que confirmam um aumento de 11,5% em relação a 2024. Este aumento, apesar de importante, é ainda curto e Carlos Humberto afirma que “não há crescimento maior porque os terminais não conseguem dar resposta e precisam de ser requalificados”.