Questionada pelo vereador Fernando José, Maria das Dores Meira, revelou que esta transferência se deve à falta de condições de trabalho e que o novo espaço terá um custo de oito mil euros por mês
Na reunião pública da Câmara Municipal de Setúbal, que teve lugar, ontem, na Sala de Sessões dos Paços do Concelho, o vereador do Partido Socialista, Fernando José, questionou o porquê dos serviços de ação social
e da cultura serem transferidos para a Cúria, sublinhando que o partido “desconhece qualquer acordo, seja com quem for” e que o mesmo procura saber “quais os custos associados” a esta alteração.
Perante estas questões, a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, afirma que esta transferência se deve à falta de condições de trabalho que o atual espaço apresenta e que os “trabalhadores estão muito satisfeitos com a mudança”. Quanto aos custos associados a esta alteração, a autarca revela que a totalidade da renda terá o custo de oito mil euros por mês.
Relativamente à receção à comitiva do Vitória Futebol Clube nos Paços do Concelho após a conquista da I Divisão da Associação de Futebol de Setúbal, Fernando José lamenta que, apesar de ter sido anunciado que “o
executivo municipal” recebeu a equipa sadina, apenas o executivo do movimento independente “Setúbal de Volta” foi convidado. Classifica ainda esta situação como “inqualificável e inaceitável”, apelando que tal não se repita em eventos futuros.
João Miranda, em representação de Nuno Costa, que não esteve presente na reunião ordinária devido a “atividades inadiáveis”, como referido na sessão, reitera que a CDU também condena este não convite aos restantes vereadores.
Em resposta aos vereadores do PS e CDU, Maria das Dores Meira afirma que este evento não foi organizado pela câmara municipal, mas pela direção do próprio Vitória Futebol Clube, não cabendo assim à câmara a responsabilidade de convidar os restantes vereadores. Garante ainda que em todos os eventos organizados pelo executivo, são e serão convidados todos os vereadores da oposição.
A vereadora Patrícia Paz levantou também a problemática relacionada com a aparição de javalis nos parques naturais e nas praias da Arrábida, que representam “vários riscos para a saúde pública”, questionando se “tem existido articulação com as autoridades ambientais e veterinárias” para o controlo destes animais.
Face a esta questão, o vereador Bruno Russo sublinha que a responsabilidade deste dossier é do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). O vereador Paulo Maia, revela que “na Proteção Civil não há qualquer registo sobre incidentes com javalis, o que não quer dizer que não existam”, apelando à população que reportem estes episódios, bem como o avistamento de ninhos de vespa asiática, para que se proceda ao tratamento adequado destes constrangimentos.
Em relação ao movimento “Arrábida sem carros”, a vice-presidente, Maria do Carmo Tiago, garantiu o “reforço significativo” das carreiras de autocarros para as praias, reiterando que todas elas estão incluídas no passe Navegante.
A vereadora relembrou ainda que o troço entre o Outão e Figueirinha foi reaberto na data estipulada pelo executivo, dia 31 de maio, sendo que foram retiradas cerca de 270 toneladas de pedra, apenas no troço referido.