Presidente da República promulga decreto das urgências regionais

Presidente da República promulga decreto das urgências regionais

Presidente da República promulga decreto das urgências regionais

Governo com luz verde para avançar com solução que tinha para resolver fechos das urgências de obstetrícia na Península de Setúbal

Depois de o ter devolvido ao Governo há cerca de uma semana, o Presidente da República promulgou o decreto-lei que cria o funcionamento centralizado das urgências regionais. O executivo tem agora carta-branca para avançar com a solução que tinha em cima da mesa para tentar resolver os fechos das urgências de obstetrícia na Península de Setúbal, que chegou a ser anunciada para o início de 2026.

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Através de um comunicado feito pela Presidência da República na internet, é explicado que depois de serem introduzidas as alterações propostas ao Governo, o Presidente da República decidiu promulgar o diploma que estabelece um “modelo organizativo que prevê o funcionamento centralizado dos serviços de urgência externa do SNS, de âmbito regional”.

No passado dia 2 de janeiro, o Governo já havia confirmado que o Presidente da República pediu “o aperfeiçoamento” de três decretos-lei na área da saúde, entre os quais o relativo à centralização regional de urgências. Foi aprovado pelo executivo liderado por Luís Montenegro o regime jurídico que cria as urgências regionais em outubro e previa que a primeira pudesse arrancar na Península de Setúbal no início deste ano.

É na Península de Setúbal que os hospitais têm registado maiores constrangimentos, devido à falta de profissionais para completarem as escalas de obstetrícia e ginecologia, levando ao recorrente encerramento temporário dos serviços de urgência.

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Em outubro do ano passado a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, explicou que este regime, criado através de um decreto-lei, é para ser aplicado, “apenas e exclusivamente”, nas situações em que não está assegurada a continuidade da urgência por falta de recursos humanos. De acordo com a governante, está previsto que possam juntar-se duas ou mais unidades locais de saúde (ULS) numa determinada região para concentrar o serviço de urgência.

A primeira urgência regional a entrar em funcionamento será na Península de Setúbal, na área de obstetrícia e ginecologia, e os três hospitais da região, de Setúbal, do Barreiro e de Almada, vão manter toda a atividade programada das maternidades e bloco de partos, adiantou Ana Paula Martins.

No entanto, a urgência externa será centralizada no Hospital Garcia de Orta, referiu a ministra, salientando que essa centralização na Península de Setúbal teve por base um estudo técnico que indicou que o Hospital de Setúbal, que não terá urgências abertas para o exterior, fique a receber emergências referenciadas pelo INEM.

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