Através de parcerias para promover a investigação científica a instituição assume um papel interventivo nesta região da península
O Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) é uma das instituições que passa a integrar a Comissão Científica da Arrábida Biosfera, órgão que tomou posse na passada segunda-feira, em Palmela, numa cerimónia que marcou também a instalação da Comissão Consultiva e o arranque de uma nova fase de implementação do Plano de Ação 2025-2035 para o território.
O IPS esteve representado por Luísa Carvalho, vice-presidente para a Investigação e Desenvolvimento. A Comissão Científica é composta por 14 instituições de reconhecido mérito académico e relevância científica na região da Arrábida, e tem como principal missão apreciar ativamente o desenvolvimento de parcerias para a promoção de investigação científica em matérias relevantes para a Arrábida Biosfera.
“Apoiar a entidade gestora na criação de um repositório científico e colaborar na elaboração de candidaturas em que a componente científica assume carácter determinante” são ainda outras finalidades, como explicam em informação enviada a O SETUBALENSE.
O órgão em questão vai permitir “que as intervenções a desenvolver no território sejam assentes em conhecimento científico, assegurando igualmente o acompanhamento de projetos, de forma a que se encontrem soluções mais sustentadas para a gestão de territórios sensíveis, reconhecidos pela sua riqueza natural”.
Constituída em setembro de 2025, a Arrábida Biosfera é dirigida por uma Comissão Executiva que integra os municípios de Palmela, Sesimbra e Setúbal, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e a Associação de Municípios da Região de Setúbal, que assume a função de entidade gestora.
As três funções fundamentais das Reservas da Biosfera são, essencialmente, as áreas de conservação, desenvolvimento e apoio logístico, que se apresentam como objetivos estratégicos do Plano de Ação 2025-2035. Com isto espera-se o reforço do “compromisso com a proteção dos valores naturais, desenvolvimento sustentável e valorização do conhecimento científico ao serviço do território”.