PCP exige resposta do Governo após atrasos no socorro na Península de Setúbal

PCP exige resposta do Governo após atrasos no socorro na Península de Setúbal

PCP exige resposta do Governo após atrasos no socorro na Península de Setúbal


Delegação do partido reuniu-se com federação distrital dos bombeiros e deixa alerta para “escassez de meios” no socorro de emergência

Uma delegação do PCP esteve reunida com a direção da Federação dos Bombeiros do Distrito de Setúbal para analisar os constrangimentos no socorro de emergência na Península de Setúbal. Este encontro surgiu na sequência dos acontecimentos registados na semana passada que resultaram na morte de dois cidadãos, associados a atrasos significativos na resposta dos meios de emergência.

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Esta reunião permitiu um “contacto direto com a dimensão dos problemas que afetam o sistema de socorro e saúde na região”, explica o PCP em nota de Imprensa, considerando que no final do encontro foram identificadas quatro matérias que o partido considera prioritárias e cuja resolução atribui integralmente ao Governo.

Entre as principais preocupações está a demora na libertação de macas nos hospitais, com tempos de espera que podem prolongar-se por várias horas, apontando o Hospital de São Bernardo como um dos casos mais críticos. O PCP defende ainda o reforço dos meios de emergência médica protocolados com o INEM, sublinhando a disponibilidade manifestada pelas associações de bombeiros para a criação de novos Postos de Emergência Médica em funcionamento permanente, o que, segundo o partido, contraria as declarações recentes do primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre a suficiência dos meios existentes.

Outra das questões levantadas prende-se com os atrasos no pagamento das verbas devidas aos corpos de bombeiros, situação que, de acordo com o PCP, chega a atingir cinco ou seis meses de demora nos pagamentos do INEM, aos quais se somam atrasos por parte do Ministério da Saúde e da Autoridade Nacional de Proteção Civil. O partido considera igualmente essencial o reforço de meios nos períodos previsíveis de maior pressão sobre o sistema, como sucede nos picos sazonais de doenças, apontando que esse reforço não foi concretizado no atual período de maior incidência de gripe.

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No comunicado divulgado após a reunião, o PCP voltou a criticar o que considera ser uma degradação continuada do direito à saúde, resultado de políticas seguidas por sucessivos governos. O partido sublinha ainda que as limitações existentes só não têm consequências mais graves devido ao empenho das direções das associações humanitárias e à dedicação dos bombeiros.

Para o PCP, a falta de condições adequadas para o cumprimento das missões de socorro compromete o pleno exercício do direito à saúde consagrado na Constituição, reiterando a necessidade de medidas concretas que valorizem e reforcem a atividade dos bombeiros portugueses.

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