O agora presidente da Mesa da Assembleia da concelhia social-democrata conta com o apoio do atual dirigente Paulo Calado
Paulo Pisco é candidato à presidência da secção de Setúbal do PSD e, esta terça-feira, apresentou oficialmente a sua candidatura com o lema “Afirmar Setúbal”. Perante uma sala cheia de militantes, familiares e amigos, o agora presidente da Mesa da Assembleia da concelhia social-democrata diz que foi a atual “situação política” que o fez avançar,
“Dediquei a minha energia à minha vida familiar e profissional, mas fui sempre militante ativo e autarca. Parece ser necessário neste momento que a coragem se sobreponha às conveniências e calculismos. Setúbal e o PSD Setúbal precisam de nós neste momento”.
Militante desde 1984 afirma que esta é “uma secção cheia de história” e apresenta-se “contra o extremismo da esquerda” e, reconhece, “alguma animosidade interna”.
Ao candidatar-se às eleições do próximo dia 28 de fevereiro propõe-se a unir a secção, olhar para o futuro, mas sempre com os olhos nas conquistas do partido a nível local e distrital. Neste aspeto Paulo Pisco lembra, por um lado, as propostas do PSD no último mandato na câmara municipal para baixar o IMI e aprovar a isenção do IMT Jovem mas, ao mesmo tempo, lembra as últimas legislativas, altura em que diz: “Setúbal deixou definitivamente de ser ‘a cidade vermelha’”.
De regresso ao posicionamento do PSD no concelho salienta, taxativamente, que o partido não concorreu e não está representado nos órgãos municipais. “[Temos de] virar a página relativamente ao que se passou nas autárquicas, onde o PSD não concorreu, tendo passado de 21 autarcas para zero, e tendo o movimento independente, mesmo assim, ganho a câmara com pouco mais de mil votos e perdido as restantes autarquias do concelho. Se o PSD de Setúbal tivesse concorrido, os resultados tinham sido diferentes, mas a história foi a que se sabe e agora temos de seguir em frente”.
Por todos estes fatores entende “que ao PSD é exigida uma responsabilidade acrescida, porque é no PSD que poderemos ter respostas moderadas, ponderadas e que apontem a um desenvolvimento para todos”.
Presente na apresentação esteve Paulo Calado, atual presidente da concelhia do PSD, a quem Paulo Pisco agradeceu o trabalho feito no cargo que deixa no final do próximo mês. Miguel Frasquilho, economista e ex-chairman da TAP, foi o nome escolhido como mandatário da candidatura que, até agora, é a única que se conhece publicamente ao órgão concelhio. O antigo deputado à Assembleia da República destacou a presença de muitas mulheres na lista e elogiou a inclusão de antigos e novos nomes.
“Vai assumir este desafio com uma lista que mantém alguns elementos históricos da secção mas que também renova e traz novas caras à participação política, dá lugar de destaque às mulheres. Há sem dúvida renovação, há uma paridade – que é um requisito do nosso partido – mas esta paridade não significa que as coisas sejam feitas por favor, é uma paridade com mérito e isso é de enaltecer”.