Defendem os comunistas que a AMRS tem sido uma alavanca para o desenvolvimento da região
A Direção da Organização Regional de Setúbal (DORS) do PCP não aceita a “destruição” da Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS), um plano que diz estar nas intenções do Partido Socialista da região, entre outras forças políticas. Decisão tomada por esta estrutura comunista na reunião de 21 de janeiro, para avaliar os desenvolvimentos da situação política na região.
Defendem os comunistas que a AMRS tem ao longo do seu “frutífero percurso” sido responsável pelo “planeamento da região, de que o PEDEPS, agora em fase de revisão, é feliz exemplo, mas também na batalha pela instituição da NUT III, com as possibilidades de apoio público que lhe estão associadas”, referem em comunicado enviado à redação de O SETUBALENSE.
A isto acrescentam que a AMRS, que teve origem em 1983 como AMDS – Associação de Municípios do Distrito de Setúbal, e que integra atualmente oito municípios do Distrito de Setúbal (Alcácer do Sal, Alcochete, Grândola, Palmela, Montijo, Santiago do Cacém Seixal, Sesimbra e Setúbal), “assume inúmeras responsabilidades de acompanhamento de processos”.
É o caso da “transferência de competências para as Autarquias Locais, o apoio técnico aos municípios em áreas como as finanças, os recursos humanos, a cultura, a educação, a juventude, os serviços on-line, o turismo, a habitação e o ambiente”. Além disso, “é agora responsável direta pela gestão da Arrábida – Reserva da Biosfera, pelo que a continuidade é não só uma necessidade como uma exigência”.
Nas mãos da associação está ainda a “gestão do Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal e da Quinta de São Paulo”. Perante tudo isto, a DORS do PCP “insiste na necessidade de todos os responsáveis autárquicos assumirem as suas responsabilidades, valorizando o percurso da AMRS enquanto agente do desenvolvimento da Região”, lê-se no mesmo comunicado.
Ao mesmo tempo, acusam a decisão do PS na Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal, constituída em dezembro de 2025, de ter “forçado a marcação à pressa da reunião para o efeito, ao adiar a eleição dos Secretários Executivos daquela estrutura, quando ficou claro o apoio maioritário a Álvaro Amaro, ex-presidente da Câmara Municipal de Palmela, para 1.º secretário”, sendo que isto “revela uma atitude sectária de quem coloca sempre os seus interesses partidários e mesmo pessoais à frente dos interesses da região”.
Na mesma reunião, a DORS mostra-se preocupada com a passagem à segunda volta das presidenciais dos candidatos António José Seguro e André Ventura, considerando que o candidato apoiado pelo PCP, António Filipe, era o garante dos “Valores de Abril e da Constituição da República Portuguesa.
Os comunistas defendem ainda mais condições de saúde para a população da região, incluindo a construção do hospital do Seixal. Também, mais condições de trabalho e contestam o Pacote Laboral do Governo PSD/CDS, e exigem mais investimento do Governo em transportes como os comboios da Fertagus e navios da Transtejo.
Por fim, apelam à participação no Comício com o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, que se realizará no dia 31 de janeiro, pelas 16h30, na Incrível Almadense, integrado na ação “Outro rumo para o País. Rejeitar o Pacote Laboral, a exploração e as injustiças”, e na intervenção sobre as eleições para Presidente da República.
Apelam ainda à participação na Ação em Solidariedade com os povos da América Latina, promovida pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação amanhã, 27 de janeiro, em Setúbal, assim como a preparação do 95.º aniversário do jornal Avante! e do 105.º Aniversário do PCP, em que se inclui o grande almoço com o secretário-geral do partido, a 15 de março, no Seixal, e lembram a Manifestação Nacional de Mulheres, convocada pelo MDM-Movimento Democrático de Mulheres, no dia 8 de Março, em Lisboa.