23 Maio 2024, Quinta-feira

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Nascimento de seis crias de golfinhos bate recorde no Estuário do Sado

Nascimento de seis crias de golfinhos bate recorde no Estuário do Sado

Nascimento de seis crias de golfinhos bate recorde no Estuário do Sado

Nomes vão ser atribuídos por alunos de escolas de Setúbal, Palmela, Alcácer do Sal e Grândola

 

São agora 30 os golfinhos que habitam no Estuário do Sado depois de, este ano, terem nascido seis novas crias para se juntarem à comunidade de roazes-corvineiros. A informação já tinha sido avançada por O SETUBALENSE em Novembro, com fotografias dos novos membros, mas só agora chegou a confirmação do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

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Há quatro anos que este estuário não registava nenhum nascimento de golfinhos da espécie Tursiops truncatus e no final de 2023 é batido o “recorde desde que se iniciou a monitorização desta população de roazes, há cerca de 40 anos”, detalha o comunicado de Imprensa do ICNF.

Não há ainda nomes para os ‘pequenotes’ pois esta será uma tarefa dos alunos do 1.º ciclo de escolaridade dos estabelecimentos de ensino do Agrupamento de Escolas Sebastião da Gama, em Setúbal, do Agrupamento de Escolas José Maria dos Santos, em Palmela, do Agrupamento de Escolas de Alcácer do Sal e do Agrupamento de Escolas de Grândola. É sobre os mais novos que recai a responsabilidade de escolher, “com base num conjunto de propostas”, os nomes das crias “no âmbito das acções pedagógicas que o ICNF desenvolve junto da comunidade escolar destes concelhos” que integram a área da Reserva Natural do Estuário do Sado.

O instituto conta ainda com o projecto “Proteger os Golfinhos” onde realizam acções de sensibilização e iniciativas junto das comunidades locais e dos turistas para que também a população possa fazer parte da protecção destes mamíferos.

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Simultaneamente, há vários anos que os membros do ICNF “fazem o acompanhamento da população de golfinhos no terreno, procedendo à monitorização da população e fiscalização do cumprimento das normas e regras de observação e outras actividades desenvolvidas no Estuário do Sado, minimizando assim os impactos sobre esta população”.

Sobre as origens que deram nome a estas espécies é explicado que “os roazes-corvineiros, ou Tursiops Truncatus, devem o nome ‘roaz’ ao facto de gostarem de roer as redes que os pescadores deitavam ao mar”. “Já ‘corvineiro’ vem do gosto que esta espécie tinha pela corvina, quando ela existia em abundância na zona do estuário e que agora voltou ao estuário”.

Os 24 mamíferos que faziam já parte da família estão devidamente identificados “pela barbatana dorsal” e todos eles têm nome.

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