9 Maio 2024, Quinta-feira

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Moradores lamentam notícias que relacionam Bela Vista com casos que não são do bairro

Moradores lamentam notícias que relacionam Bela Vista com casos que não são do bairro

Moradores lamentam notícias que relacionam Bela Vista com casos que não são do bairro

Cidadãos envolvidos no programa ‘Nosso Bairro, Nossa Cidade’ pedem maior rigor na informação para evitar “pânico e medo”

 

Os moradores da Bela Vista, em Setúbal, defendem que a comunicação social dê mais cobertura às iniciativas positivas que acontecem no território no âmbito do programa municipal Nosso Bairro, Nossa Cidade, assim como exigem “maior rigor nas notícias produzidas” sobre o território.

O pedido surge na sequência do triplo homicídio que aconteceu na Avenida Belo Horizonte no passado dia 30 de Abril, em que vários meios de comunicação indicaram que o crime havia sido cometido no Bairro da Bela Vista.

Depois de se reunirem no final da passada semana, os moradores, “eleitos no âmbito do programa municipal implementado em 2012”, emitiram um comunicado no qual “denunciam a forma como alguns órgãos de comunicação social têm contribuído, reiteradamente, para o reforço da imagem negativa” dos bairros de habitação pública da zona da Bela Vista.

Isto porque transmitem “uma localização geográfica errada e que não corresponde ao local onde os factos ocorreram”, cita a Câmara de Setúbal em nota de Imprensa.

Segundo os cidadãos, “quando se identifica erradamente o local de um crime, e quando esse erro se reporta a um bairro de habitação pública, geram-se impactes significativamente negativos” na vida da comunidade.

Tal acaba por contribuir “para a generalização da criminalização da pobreza”, além de que a divulgação de “falsas informações associadas a crimes causa pânico, medo, desconfiança, insegurança e estigmatização entre os cidadãos”.

Além disso, faz com que se crie “uma imagem negativa que prejudica a reputação da zona da Bela Vista e dos seus moradores, dificultando o acesso a recursos e serviços, nomeadamente à educação, saúde e emprego”.

Os moradores, que manifestam “profundo pesar” pelo acontecimento, em que o homicida matou três pessoas a tiro de caçadeira e suicidou-se em seguida devido a um conflito que estará relacionado com hortas e pombais, reconhecem, no entanto, que “houve ainda outros órgãos que durante a emissão transmitiram correctamente os factos”.

Ressalvam, ainda, “o facto de parte da informação transmitida na sequência dos acontecimentos na manhã de dia 30 de Abril ter sido rectificada após a intervenção dos moradores do território da Bela Vista junto dos repórteres que se encontravam no local”.

Tratando-se de um território que “possui uma vida colectiva e comunitária vibrante, associada a um movimento de moradores democrático”, os moradores pedem “maior rigor nas notícias produzidas” pela comunicação social e que “sejam dedicados os mesmos meios e atenção à cobertura das iniciativas positivas que acontecem quotidianamente nos bairros da zona da Bela Vista”, no âmbito do programa municipal.

Os cidadãos convidam ainda os órgãos de comunicação social “a melhorarem o conhecimento sobre a vivência dos bairros na zona da Bela Vista e sobre o programa Nosso Bairro, Nossa Cidade”, até porque este território tem sido “premiado internacionalmente por uma prática de participação cidadã”

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