19 Junho 2024, Quarta-feira

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Monumento a Vasco Gonçalves apresentado em Setúbal

Monumento a Vasco Gonçalves apresentado em Setúbal

Monumento a Vasco Gonçalves apresentado em Setúbal

Escultura de Siza Vieira é para ser instalada em Lisboa, mas ainda não tem aprovação municipal

 

O monumento com que a Associação Conquistas da Revolução (ACR) pretende perpetuar o nome de Vasco Gonçalves, a instalar na Alameda, em Lisboa, nos 50 anos do 25 de Abril, foi apresentado este sábado, em Setúbal.

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Numa sessão no Museu do Trabalho Michel Giacometti, que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Setúbal, André Martins, a associação informou que a peça escultórica, da autoria do arquitecto Álvaro Siza Vieira, está prestes a ser construída, mas que a Câmara de Lisboa ainda não deu luz verde à instalação.

O monumento foi inaugurado virtualmente no passado dia 5 de Outubro, no local onde os promotores pretendem que fique instalado, na Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa. A Associação Conquistas da Revolução continua à espera de colaboração por parte do município lisboeta e defende que a homenagem ao antigo primeiro-ministro faz todo o sentido.

“Vasco Gonçalves é um lisboeta, foi primeiro-ministro em quatro governo. Foram provisórios, mas foram quatro governos.”, sublinha o coronel Batista Alves, presidente da associação.

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O responsável acrescenta que, perante a indefinição da Câmara de Lisboa os promotores vão oferecer o monumento “à cidade de Lisboa” o que, no entender de Batista Alves, obrigará a que a aceitação da doação tenha de ser apreciada pela assembleia municipal.

A colocação de uma estátua a Vasco Gonçalves já gerou polémica entre os responsáveis políticos de Lisboa. O presidente da autarquia, Carlos Moedas (PSD), acolheu a ideia “com entusiasmo”, numa primeira reunião, mas acabou por recuar depois de várias críticas ao projecto, designadamente por parte do CDS-PP que integra a coligação que governa a capital.

Em Setúbal, o presidente André Martins esteve presente na sessão de apresentação da iniciativa porque, segundo explicou, porque esta é “uma cidade de gente progressista, que está com os valores do 25 de Abril e com as expectativas e as esperanças ainda bem vivas”.

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O autarca da CDU diz que “institucionalmente” a Câmara de Lisboa não está a tratar a questão como devia até porque se trata de um monumento que “uma cidade não pode recusar porque assinala um tempo histórico, reconhecido em Portugal e no estrangeiro, ainda mais Lisboa, porque se trata da capital do país e da cidade onde Vasco Gonçalves nasceu”.

“É uma questão institucional. Nós temos respeito pelas opiniões de todos, a democracia é isso, mas quando se trata de questões institucionais, os responsáveis, em cada momento, pela gestão do espaço público, devem assumir plenamente essas responsabilidades por isso estou convencido que a instalação de um monumento ao general Vasco Gonçalves em Lisboa vai um dia acontecer.”, conclui André Martins.

A ideia da construção de um monumento ao antigo primeiro-ministro, considerado próximo do PCP, nasceu em 2021, nas comemorações dos cem anos do nascimento do general, aprovada pela comissão de honra do centenário, que reúne cerca de 300 nomes.

O monumento, de três metros de altura e 400 quilos, em mármore de Estremoz, tem um custo estimado de 16 mil euros, é para ser instalado na Alameda, na rampa voltada ao Instituto Superior Técnico.

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