Bloco rochoso sobre a serra da Arrábida, que poderá deixar inacessível o Hospital do Outão, é um dos principais assuntos
A presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, vai amanhã ser recebida pela ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, para falar sobre várias questões nomeadamente o bloco de rocha de grandes dimensões com indícios de instabilidade e uma extensa fissura de afastamento, sobre a Rua Círio da Arrábida, a seguir à Praia da Figueirinha.
A informação foi dada pelo vereador Paulo Maia (Setúbal de Volta) durante o período antes da ordem do dia e em resposta a Nuno Costa (CDU) que questionou o executivo sobre o acesso às praias, o desenvolvimento do processo e a expectativa para a resolução do problema. Fernando José (PS) acrescentou que, durante o mandato de André Martins, devia ter sido feito um estudo para perceber se o bloco rochoso podia ou não cair.
Em resposta, Paulo Maia entende que a maior preocupação prende-se com o acesso ao Hospital do Outão, que faz parte da Unidade Local de Saúde da Arrábida. Esclarece o eleito que o acesso a esta unidade pode ficar totalmente condicionado, porque, neste momento, a circulação é feita apenas num acesso, num total de três – um está encerrado por estar na zona do bloco rochoso e outro ficou afetado pelas tempestades dos últimos tempos.
“O executivo está muito preocupado com toda a acessibilidade a toda a Arrábida e não só às praias”, refere ao dizer que o executivo já apresentou a questão à ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho. “A nossa preocupação, em primeiro lugar, para o hospital – para que quer os doentes quer os profissionais de saúde e os utentes possam ter essa circulação”.
Adianta que o problema tem de ser resolvido num curto espaço de tempo, dando prazo até meados de abril, e que, quanto aos danos causados pelas intempéries, a Infraestruturas de Portugal, os técnicos da autarquia e dos Serviços Municipalizados de Setúbal, estão no terreno e “empenhados a fazer o levantamento de todas as árvores que estão em risco de queda” devido ao deslizamento de terras.
Sobre outro tema, e no início da reunião, Dores Meira disse ainda que as obras no Campo Municipal Júlio Tavares, localizado nas Praias do Sado e que é utilizado pelo Clube Cultural Desportivo e Recreativo das Curvas, vão arrancar no início do mês de abril.
Autarca garante que situação com André Mesquita está resolvida
A presidente da Câmara Municipal de Setúbal disse esta quarta-feira que a situação com o coreógrafo André Mesquita está resolvida. Maria das Dores Meira referia-se a uma peça publicada na revista Sábado onde se lê que o artista reclama 395 mil euros da autarquia setubalense.
“Este senhor nunca falou comigo no meu mandato e penso que não chegou a ser recebido pelo vereador da Cultura à época”, começou por dizer em resposta à questão colocada pelo vereador Joel Marques (PS) que pediu esclarecimentos sobre esta questão.
A edil diz que recebeu o artista que já tinha tentado “marcar uma reunião para se fazer o pagamento dos direitos de autor” que, segundo explica, “ele não tem” direito. Revelando um pouco da reunião com André Mesquita diz Dores Meira que se o coreógrafo entendesse ter razão quanto ao recebimento do dinheiro, que este deveria recorrer aos tribunais. “Não recorreu aos tribunais e é mais fácil fazer nas revistas este julgamento público”.
Defendeu também Mónica Duarte, chefe da Divisão de Cultura no município, a quem elogia o “trabalho incrível” e adjetiva-a como “uma pessoa extremamente honesta” e a quem, considera, o profissional “fez a vida negra”. “Esta pessoa não teve qualquer apoio por parte do executivo [anterior] e passou um mau bocado”, referindo-se à responsável pela divisão da Cultura.