26 Junho 2024, Quarta-feira

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Ministério Público pede pena máxima para homicida que confessou ter morto pianista

Ministério Público pede pena máxima para homicida que confessou ter morto pianista

Ministério Público pede pena máxima para homicida que confessou ter morto pianista

Foi ainda pedido 24 anos e seis meses para Ângelo Taia, cinco anos para Ana Gonçalves e três anos para Paulo Henriques

O Ministério Público (MP) pediu, esta quarta-feira, a pena máxima (25 anos) para Nuno Patrício, homicida confesso de Pedro Abreu, pianista lisboeta que foi assassinado à pancada e tesourada para dar o código do cartão bancário em Setúbal em Fevereiro do ano passado.

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No julgamento que decorre no Tribunal de Setúbal, o MP pediu ainda uma pena de 24 anos e seis meses para Ângelo Taia, que participou no homicídio, de cinco anos para Ana Gonçalves, a companheira de Nuno, que usou o cartão bancário da vítima e três anos para Paulo Henriques, que ajudou o grupo a esconder o cadáver num poço a 20 quilómetros do local do crime.

O homicídio aconteceu a 21 de Fevereiro de 2023 na casa de Nuno Patrício, na Rua do Pandeiro, em Setúbal. A vítima costumava gastar muito dinheiro em cocaína que comprava a Nuno, o homem que queria assim o dinheiro que esta tinha na conta bancária, mais de 35 mil euros que foram gastos em poucos dias pelo arguido em poker online, ouro, telemóveis e roupa nova.

Esta quarta-feira, em tribunal, Lúcia, testemunha do MP, referiu ter assistido às agressões pelos dois arguidos. A testemunha contou o que viu e deu força à tese da acusação do MP. Disse que houve uma discussão entre Nuno e Pedro e que o Nuno atacou Pedro à pancada e tesourada na cabeça. Com a vítima inanimada, o arguido telefonou a Ângelo, sem abrigo seu amigo, para se dirigir à sua casa para em conjunto concretizarem o plano mortal.

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Os dois acabaram por atacar a vítima à pancada, conseguiram o novo código pin do cartão bancário, e depois amarraram-lhe os pés e braços, deixando-a em agonia trancado na casa de banho, onde morreu sufocada pelo próprio sangue ao longo de quatro dias.

De acordo com a acusação, confirmada pelos homicidas, com o corpo na casa-de-banho, Nuno comprou um carro, por 1500 euros, para se ver livre deste e na companhia de Ana, sua companheira, de Ângelo e Paulo Rodrigues, outro consumidor de droga que assistiu ao crime, deslocaram-se a um poço na Moita, perto da casa de Ana, onde atiraram o corpo. A 16 de Março, o corpo viria a ser descoberto e pouco depois, o grupo foi detido.

Nuno e Ângelo respondem por homicídio qualificado, profanação de cadáver, abuso de cartão e roubo agravado. Ana Gonçalves responde por abuso de cartão e Paulo Rodrigues por profanação de cadáver. O principal arguido, Nuno, confessou o crime, mas negou existir qualquer plano, visto que a vítima lhe rendia mil euros diários pela cocaína que comprava. Ângelo negou agredir Pedro, apenas atou os pés e as mãos.

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