Pedro Nunes escreve ainda que “é objetivamente falso que o PSD não tenha representantes nos órgãos autárquicos de Setúbal”
Pedro Nunes, militante da secção de Setúbal do PSD, considera que não há consenso entre os militantes social- -democratas de Setúbal e que é falso que não existiam representantes desta força política em funções nos órgãos autárquicos.
Numa comunicação aos militantes, também enviada a O SETUBALENSE, o subscritor diz que ele próprio apresentou uma moção durante uma assembleia de secção para que existisse esse mesmo “consenso”. “Os mesmos que hoje falam em ‘consensos’ são precisamente aqueles que, em assembleia de secção, recusaram a moção que apresentei em defesa da pacificação interna, do consenso na secção e do restabelecimento de pontes com os órgãos nacionais e distritais do partido. Paulo Calado, no plenário de 17 de dezembro último, propôs que a minha moção fosse aceite como recomendação ao plenário, o que aceitei e o plenário aprovou”.
Diz ainda ter procurado dialogar com o presidente da direção da secção mas “até hoje tem sido em vão”. Refere ainda que não existe consenso porque “basta acompanhar os múltiplos posicionamentos públicos de militantes que integram listas à Comissão Política de Secção e a delegados à Assembleia Distrital para se constatar a existência de profundas divergências internas e de uma contínua lógica de divisão, que em nada beneficia o PSD”.
Em outro assunto refere que “é objetivamente falso que o PSD não tenha representantes nos órgãos autárquicos de Setúbal”, pois diz que há militantes social-democratas “eleitos nos diversos órgãos autárquicos através do movimento independente que concorreu às últimas autárquicas, movimento esse que teve o apoio da Direção Nacional e da Distrital do PSD”.
Entende Pedro Nunes que “negar esta realidade é apagar trabalho político sério, empenhado e reconhecido”, lê-se na mesma informação.
Para terminar diz que o partido tem de estar focado na realidade da autarquia e que, a nível interno, tem de se construir consenso. “O PSD de Setúbal deve estar centrado no essencial: contribuir, de forma construtiva, responsável e exigente, para que o atual executivo municipal concretize as políticas necessárias ao desenvolvimento do concelho e à recuperação da situação financeira muito grave herdada de décadas de gestão da CDU. O PSD é um partido plural, democrático e aberto. Não se constrói sobre negações da realidade nem sobre consensos artificiais, mas sim com verdade, diálogo efetivo, respeito pelos militantes e compromisso com Setúbal”.