23 Maio 2024, Quinta-feira

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Mercado do Rio Azul completa cinco anos com nova cara mas menos clientes e mais inflação

Mercado do Rio Azul completa cinco anos com nova cara mas menos clientes e mais inflação

Mercado do Rio Azul completa cinco anos com nova cara mas menos clientes e mais inflação

Investimento e remodelações completam meia década em Fevereiro. Comerciantes e clientes sentem melhorias das condições, mas diferenças nos preços e número de clientes

 

Remodelado há cinco anos e com novo nome o Mercado do Rio Azul, antigamente denominado Mercado da Lota, continua a primar pela qualidade dos produtos e a proximidade com os clientes.

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Com mais de 40 anos de história ao serviço de quem prefira comprar peixe mesmo junto à lota, a inflação dos preços é sentida por quem vende e quem compra, mas nem por isso este se figura como um entrave para comerciantes e visitantes, que não deixam de frequentar um local que é bem conhecido pelos setubalenses.

Fazem no fim do mês de Janeiro cinco anos desde que a União das Freguesias de Setúbal realizou um investimento de 300 mil euros, foram criadas 48 novas bancas, para revitalizar um espaço que ganhou também um novo nome.

Quem o visita sente as diferenças, um pouco também provocadas pela pandemia da covid-19, como é o caso de João Matias, comerciante no Mercado do Rio Azul há mais de 40 anos e que sente falta de mais vendedores no local. “Não vejo grande diferença. Tem havido umas melhorias que é normal, já frequento o mercado desde que me lembro, e tenho 42 anos, de há 30 anos para cá houve umas melhorias, mas vejo muitas pedras vazias em relação ao passado.

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No passado penso que estas pedras eram todas muito mais ocupadas do que actualmente”, revelou em declarações a O SETUBALENSE. Algo que nunca sofreu alterações, no seu entender, foi a qualidade dos produtos que ali se vendem. “A qualidade dos produtos é cinco estrelas este peixe por norma, em Setúbal é o melhor”.

Seja para quem visite o mercado regularmente ou apenas para quem apareça ‘de vez em quando’, as diferenças são notórias. “Venho cá de vez em quando, mas [desde há cinco anos para cá] teve alguma melhoria, em relação aos supermercados tem sempre menos afluência, mas tem sempre peixinho fresquinho e por isso tem sempre turistas”. Palavras da cliente Joana Vieira que não deixa de dar elogios à qualidade dos produtos expostos na banca. “Muito boa, sempre peixinho fresquinho e os legumes e a fruta também”.

Para os comerciantes a palavra-chave é: inflação. As grandes superfícies comerciais continuam a ser a preferência de muitos cidadãos sadinos, uma questão que foi agravada com o escalar da crise e efeitos (ainda sentidos) da pandemia. Julieta Carvalho, proprietária de uma das dezenas bancas de peixe e trabalhadora neste mercado há mais de 40 anos, diz sentir muito esta situação. “Muita diferença, o peixe está cada vez mais caro, não há clientela, ganha-se menos”.

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A posição é reiterada por Ângela Gomes, trabalha no mercado há 38 anos e sente bem os efeitos do aumento dos preços. “Nas vendas, isto está uma desgraça. As pessoas não
têm dinheiro e isto está tudo muito caro, o peixe, a carne, tudo muito caro”.

A lembrança de algumas destas pessoas que aqui levam a vida vai também para Rui Canas, presidente da União de Freguesias de Setúbal, que foi também um protagonista destas requalificações. “Muito bom. Este presidente tem feito um esforço para que isto fosse para a frente, e fazer melhoramentos”, conta Catarina Madeira, que mantém actividade naquele espaço há já 12 anos.

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