Candidato presidencial apelou ao Presidente da República e ao Governo que “não empatem” a decisão
Luís Marques Mendes apelou ao Presidente da República e ao Governo que sejam rápidos no aperfeiçoamento do decreto-lei que pretende criar urgências regionais de obstetrícia em Setúbal e que governantes “não empatem” a decisão.
De visita ao Instituto Politécnico de Viseu, numa sessão de esclarecimentos, o candidato presidencial, ao falar dos três diplomas na área da saúde que o Presidente da República devolveu ao Governo, pediu que, “se são necessários aperfeiçoamentos, façam-se os aperfeiçoamentos”.
Falando concretamente do decreto-lei que prevê a criação de urgências de obstetrícia de caráter regional, o candidato a Belém referiu que este diploma pretende resolver “os problemas terríveis que existem na Península de Setúbal”.
“Se há problemas de aperfeiçoamento nesse diploma, resolvam rapidamente. Mas não empatem durante muito tempo uma decisão sobre essa matéria porque ela é absolutamente essencial para milhares de pessoas e para milhares de mulheres na Península de Setúbal, pelo menos”, disse.
O candidato presidencial pediu também que não fosse obrigado a que uma das primeiras decisões no dia 9 de Março, caso tome posse como Presidente da República, tenha que ser essa decisão. “Eu espero que decidam antes”, afirmou.
Garantindo respeitar a decisão de Marcelo Rebelo de Sousa de devolver estes diplomas ao Governo, Marques Mendes defendeu que, “num tempo em que a natalidade é essencial e em que há zonas do país em que este problema é muito sério, muito sensível e muito crítico”, os órgãos de soberania “têm que cooperar ainda mais”. “Isto é ser um Presidente ativo ao dizer isto”, defendeu.
Luís Marques Mendes recuperou ainda a ideia que considerou essencial para a sua decisão de se candidatar a Belém, “o valor da experiência”, quer para lidar com a incerteza internacional, quer interna.
Por outro lado, salientou, a experiência é determinante para que em Belém esteja alguém que “saiba ouvir, que saiba dialogar”, dizendo que isto “não é uma banalidade”.
“Estamos numa altura em que é preciso ouvir cada vez mais os portugueses. Ouvir os empresários e ouvir os trabalhadores. Ouvir os investigadores e ouvir os professores. Ouvir os profissionais de saúde, os médicos, ou todos os demais profissionais de saúde. Ouvir os jovens e ouvir os idosos. Ouvir os do interior e ouvir os do litoral”, afirmou, reafirmando a sua ideia de fazer presidências abertas para o país.
As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026. Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde. Caso nenhum consiga mais de metade dos votos validamente expressos, realizar-se-á uma segunda volta a 08 de fevereiro entre os dois mais votados.
Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira. Com Lusa