Mário Ventura Henriques vai dar nome a sala no Cinema Charlot

Mário Ventura Henriques vai dar nome a sala no Cinema Charlot

Mário Ventura Henriques vai dar nome a sala no Cinema Charlot

Jornalista, escritor e fundador do Festroia vai ser reconhecido no dia em que completaria 90 anos

O jornalista, escritor e fundador do Festival Internacional de Cinema de Setúbal (Festroia), Mário Ventura Henriques, vai ser homenageado, no próximo dia 24 de maio, data em que se assinalam os 90 anos do seu nascimento, com um programa cultural no Cinema Charlot – Auditório Municipal.

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A iniciativa é organizada pela Associação Cultural Festroia, com o apoio da Câmara Municipal de Setúbal e curadoria de Luís Quintino.

O programa tem início pelas 15 horas com uma cerimónia evocativa da vida e do legado cultural de Mário Ventura Henriques, nascido em Lisboa a 24 de maio de 1936.

A homenagem inclui o descerramento da placa “Sala Mário Ventura” no Cinema Charlot – Auditório Municipal, seguido de intervenções institucionais de representantes da Câmara Municipal de Setúbal, da Associação Cultural Festroia e de familiares do homenageado.

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A sessão prossegue com a apresentação da edição ‘fac-similada’ da obra “Quarto Crescente: A Ficção da Verdade”, publicada originalmente em abril de 2001, com leituras de Paula Farinhas e Dina Barco.

Às 17 horas é exibido o filme O Segredo de Miguel Zuzarte, realizado em 2010 por Henrique Oliveira, adaptação cinematográfica baseada numa obra de Mário Ventura Henriques sobre uma aldeia alentejana onde a notícia da implantação da República tarda a chegar.

O programa termina à noite com a exibição do clássico italiano O Sheik Branco, realizado em 1952 por Federico Fellini.

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Mário Ventura Henriques fundou o Festival Internacional de Cinema de Tróia (Festroia), cuja primeira edição teve lugar em 1984 e se transferiu para Setúbal em 1995, sendo renomeado de Festival Internacional de Cinema de Setúbal (Festroia), onde se realizou até à trigésima e derradeira edição, que aconteceu em 2014.

Durante o seu percurso profissional enquanto jornalista passou por redações como o Diário Popular, o Diário de Notícias e a Seara Nova, tendo também sido responsável pela edição portuguesa da revista espanhola Cambio 16 e dirigente da agência noticiosa Europa Press.

Ao longo da carreira publicou várias obras literárias, entre as quais “A Noite da Vergonha”, “À Sombra das Árvores Mortas”, “O Despojo dos Insensatos”, “Alentejo Desencantado” e “Morrer em Portugal”.

O escritor foi distinguido com os prémios Pen Clube e Cidade de Lisboa em 1986 e voltou a receber o prémio Pen Clube em 1991, tendo também presidido à Associação Portuguesa de Escritores.

Oposicionista ao regime salazarista, participou em várias eleições, incluindo as legislativas de 1969, em que foi candidato por Évora. Quando ocorreu a Revolução de 25 de Abril de 1974 encontrava-se preso em Caxias.

A Câmara Municipal de Setúbal atribuiu-lhe a medalha de honra da cidade, na classe Cultura, em 2001, e, depois de falecer no ano de 2006, “reconheceu-lhe o contributo prestado a Setúbal em 2009 numa homenagem com o descerramento de duas placas toponímicas na freguesia de São Sebastião, uma com o nome de Mário Ventura Henriques, outra com o nome do Festroia – Festival Internacional de Cinema de Setúbal”, lê-se em informação enviada pelo município.

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