Mãe cria comunidade alternativa à creche com workshops e convívios para crianças

Mãe cria comunidade alternativa à creche com workshops e convívios para crianças

Mãe cria comunidade alternativa à creche com workshops e convívios para crianças

‘Minines’ é uma comunidade de pais com crianças entre os 18 meses até aos 5 anos que participam em atividades

A ideia de deixar a filha na creche logo nos primeiros anos não agradou a Mariana Serafim, de 37 anos, mas a falta de alternativas na cidade para promover a aprendizagem, criatividade e a sociabilização com outras crianças no dia a dia foram a outra face da moeda com que a brasileira se deparou.

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Assim, no início de 2026, criou a Minines, uma comunidade de pais com crianças entre os 18 meses até aos 5 anos que participam em workshops de culinária, de dança, clubes de leitura, horas do conto, atividades artísticas em espaços verdes antes do almoço ou encontram-se em happy hours no mercado ao fim da tarde. Sempre durante a semana.

“Vim para Portugal há dez anos e até 2023 vivia em Lisboa onde desenvolvia eventos culturais na VALSA, associação cultural zona da Graça. Em 2023, ano em que a minha filha nasceu, fui morar para Setúbal, uma cidade que tem muito para oferecer, mas senti-me isolada porque não conhecia ninguém e a ideia de colocar a menina na creche logo em tenra idade não me agradou”. Mariana criou então a Minines, uma comunidade que junta pais e crianças para atividades lúdicas, interativas e pedagógicas.

A experiência na produção de eventos que tinha em Lisboa na VALSA, uma associação cultural que chegou a produzir mais de 200 iniciativas por ano, foi adaptada para um público infantil. Há os playgroups durante a manhã em parques como Algodeia, Bosque da Azeda, e que não se cinge apenas a piqueniques.

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“Tento levar sempre uma proposta artística para o desenvolvimento das crianças, como pinturas ou caça aos ovos na Páscoa”, diz Mariana Serafim.

Também há eventos culturais ao fim da tarde, como o Happy Hour no Mercado da Conceição, ao fim da tarde duas vezes por semana ou workshops de culinária e dança na baixa da cidade, também ao fim da tarde. Todas as iniciativas estão disponíveis para consulta e inscrição no site oficial.

“Os pais estão sempre presentes para interagir com os filhos, essa é a regra desta comunidade que quero ver crescer na cidade e que seja uma alternativa ou complemento aos infantários”, afirma.

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Mariana é quem dinamiza as atividades e procura nos negócios locais parcerias. “Vejo que os comerciantes que aderem às ideias são aqueles que também têm filhos e que percebem o que quero fazer”.

Na baixa de Setúbal, Mariana encontrou um restaurante disposto a realizar workshops de culinária para os mais novos e não só. Também um atelier de dança para um sarau, um espetáculo de dança e movimento.

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