26 Junho 2024, Quarta-feira

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João Cruz entre os maiores talentos da patinagem ficou a um ‘danoninho’ do bronze na estreia pela Selecção

João Cruz entre os maiores talentos da patinagem ficou a um ‘danoninho’ do bronze na estreia pela Selecção

João Cruz entre os maiores talentos da patinagem ficou a um ‘danoninho’ do bronze na estreia pela Selecção

O vice-campeão nacional de Iniciados brilhou na Taça da Europa. Títulos não lhe faltam, mas o atleta setubalense quer mais

 

Os dias começam cedo e acabam tarde. É o preço a pagar por quem, apesar da tenra idade, é movido por uma indomável vontade de triunfar e um amor incondicional à modalidade que abraçou e que espera ver inscrita entre as olímpicas. Aos 11 anos, o setubalense João Cruz, vice-campeão nacional de Iniciados em patinagem livre, ficou a um “danoninho” de subir ao pódio na Taça da Europa, que decorreu em Paredes, no início deste mês.

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O 4.º lugar alcançado, naquela que foi a estreia do jovem atleta do Artwheels Clube de Patinagem do Sul pela Selecção Nacional Portuguesa, teve sabor agridoce – o resultado foi tão meritório como digno de destaque, mas o craque ambicionava mais.

“Queria muito o pódio. Mas fiz tudo o que era suposto fazer. Tive muito apoio e as minhas treinadoras (Joana Cabo e Carolina Cabo) ficaram muito felizes e orgulhosas”, confessa o jovem talento, em resposta a um conjunto de questões enviadas por O SETUBALENSE.

O pódio que desta vez lhe fugiu tem sido, contudo, uma constante no desempenho desportivo de João Cruz. Iniciou-se na patinagem com sete anos e desde então não tem parado de somar títulos. Depois de em 2016 e 2017 ter alcançado todos os níveis para poder competir, sagrou-se Campeão Nacional no escalão de Benjamins e venceu torneios em Itália e Eslovénia (em 2018). No ano seguinte, em Infantis, juntou os títulos de Campeão Distrital (individual e pares artísticos) ao de Campeão Nacional (pares artísticos) e, após o interregno competitivo de 2020 (devido à pandemia), já nesta época, arrebatou o título distrital de Iniciados e o de vice-campeão nacional no mesmo escalão.

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O sucesso explica-se quer pelo talento quer pela agenda diária, tão preenchida como longa. Todos os dias (excepto aos domingos) treina duas horas e meia – das 19 às 21h30. Quando calça os patins já está percorrido um dia que começa bem cedo: “Levanto-me às 7h15 e vou para a Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, onde passo toda a manhã. Almoço e vou para a escola até às 18h30. E depois vou logo para o Monte da Caparica para treinar. Chego a casa, mais ou menos, às 22h20.”

o MEU SONHO É SER CAMPEÃO EUROPEU. QUERO SER UM DOS MELHORES TREINADORES DO MUNDO [DE PATINAGEM], COMO RUBEN OMAR GENCHI

O sonho, o futuro e os amigos

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Articular as aulas, que frequenta na Escola Secundária Sebastião da Gama, com a prática desportiva e ainda, conforme desvendou, com o ensino articulado de dança – na Academia Contemporânea de Setúbal – não é fácil. “É muito difícil”, reconhece, ao mesmo tempo que admite que a dança “ajuda imenso na postura artística”.

Um ritmo que foi diferente, embora obrigando a idêntica dose de entrega e esforço, nos dias que antecederam a entrada no rinque para mostrar valor na Taça da Europa. “Pela Selecção Nacional estagiámos nos quatro dias antes da competição. Treinámos muito com patins, muita preparação física, alongamentos, a alimentação foi cuidada e dormimos cedo”, lembra.

Todavia, bem se pode dizer (adaptando uma velha máxima popular) que ‘quem patina por gosto não cansa’. De resto, a paixão pela modalidade teve influência familiar. “A minha irmã já praticava patinagem. Passado um ano decidi ir ver um treino e no dia seguinte experimentei e nunca mais parei”, conta. E o céu é o limite.

“O meu sonho é ser Campeão Europeu e gostava que esta modalidade se torne olímpica”, revela. Mas o que quer ser João Cruz quando for grande? A resposta poderia surpreender muitos, mas não quem se apercebe que o jovem respira… patinagem por todos os poros. “Quero ser um dos melhores treinadores do Mundo como Ruben Omar Genchi [técnico italiano a quem apelida de tio]”.

Quanto à ocupação dos (escassos) tempos livres, é peremptório sobre a principal preferência. “Estar com os amigos”, conclui, ao deixar por um instante os patins de lado.

Juvenil Rita Maló também alcançou o ‘top ten’

Entre os 21 convocados, masculinos e femininos, para representação da Selecção Nacional na Taça da Europa de Patinagem Livre esteve, além de João Cruz, outro talento da região.

A barreirense Rita Maló, atleta que milita no Juventude Azeitonense, foi uma das três juvenis (femininas) chamadas pela seleccionadora Cristina Claro.

A jovem conseguiu figurar no “top ten”, ao classificar-se no 9.º lugar. João Cruz e Rita Maló foram os dois únicos atletas da Associação de Patinagem de Setúbal a participar na competição, que decorreu em Paredes.

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