Importância dos órgãos autárquicos salientada nos 52 anos do Dia da Liberdade

Importância dos órgãos autárquicos salientada nos 52 anos do Dia da Liberdade

Importância dos órgãos autárquicos salientada nos 52 anos do Dia da Liberdade

Dores Meira salientou o desenvolvimento do concelho na sessão em que foram homenageados os antigos presidentes da assembleia municipal

A importância de continuar o desenvolvimento do concelho valorizando os órgãos autárquicos e promovendo a participação cívica, foi o principal foco do discurso da presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, nas comemorações dos 52 anos do Revolução dos Cravos.

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“Abril ensinou-nos que, quando um povo se une em torno de um propósito maior, é capaz de transformar a sua história. É com essa convicção que devemos olhar o futuro. Com determinação, com sentido de responsabilidade e com esperança, continuemos a construir um concelho mais justo, mais coeso e mais desenvolvido”, afirmou a autarca na sessão solene da Assembleia Municipal de Setúbal, realizada no Fórum Municipal Luísa Todi.

Numa sessão que incluiu uma homenagem aos antigos presidentes da assembleia municipal, Maria das Dores Meira sublinhou que o objetivo do município é construir “um território bom para viver e para trabalhar, onde ninguém fique para trás”, defendendo que é dessa forma que se valorizam os ideais de Abril.

A edil considerou ainda que “há muito por fazer”, apelando ao envolvimento de toda a sociedade, incluindo “autarquias, movimento associativo, instituições da sociedade civil, tecido empresarial, entidades públicas e, sobretudo, os cidadãos e cidadãs do nosso concelho têm um papel insubstituível neste caminho de desenvolvimento”.

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Apelou a “que ninguém falte a esta chamada” e que não se permita que “interesses pessoais ou institucionais, ou mesmo as legítimas diferenças políticas e de opinião, nos afastem do essencial, o interesse público, que é comum, que é transversal, que é de todos os setubalenses e das suas instituições representativas”.

A autarca destacou a homenagem aos 12 presidentes da assembleia municipal eleitos desde 1977 como um reconhecimento da participação cívica e do funcionamento democrático das autarquias, sublinhando a importância de honrar o seu exemplo.

Honrar estes homens e mulheres que em 52 anos de democracia serviram o concelho e o País, disse a autarca, é promover “a elevação do discurso político, da qualidade da intervenção e da discussão em torno das questões que efetivamente preocupam as populações e que interessam ao município e ao seu desenvolvimento”.

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Na sessão, o presidente da Assembleia Municipal de Setúbal, Paulo Lopes, evocou também os 50 anos da Constituição da República Portuguesa, considerando-a uma “promessa viva de saúde, educação e dignidade para todos”.

O responsável salientou ainda o papel das assembleias municipais como espaço de debate de diferentes ideias com o objetivo comum de servir a população, agradecendo a todos os que, ao longo das décadas, se dedicaram ao serviço público.

A sessão solene contou com intervenções de todas as forças políticas representadas no órgão deliberativo, e teve como ponto alto a homenagem aos presidentes da Assembleia Municipal eleitos desde 1977, com a entrega de quadros personalizados.

Fidélio José Cavaco Guerreiro, entre 1980 e 1981 e entre 1990 e 1993, Alberto Manuel de Sousa Pereira, 1981-1982, Marino Baptista de Vasconcelos Barbosa Vicente, de 1983 a 1985 e de 1986 a 1989, Luís Armando Catarino da Costa, entre 1998 e 2001, Ricardo Jorge Fialho Oliveira, entre 2009 e 2013, Rogério da Conceição Palma Rodrigues, de 2013 a 2017, e Manuel Joaquim Pisco Lopes, 2021-2025, receberam a homenagem.

As comemorações dos 52 anos do 25 de Abril incluíram também o hastear da bandeira nos Paços do Concelho de Setúbal, uma arruada no centro histórico com a Banda de Música da Sociedade Musical Capricho Setubalense e a inauguração de uma placa na Sala do Município com os nomes de todos os presidentes da Assembleia Municipal desde 1977.

Decorreu depois a deposição de flores no monumento à resistência antifascista na Avenida Luísa Todi, com a União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) que, em 2026, assinala 50 anos de atividade “marcada pela resistência e luta contra o esquecimento e a reescrita da história”, disse a representante Angelina Soares.

A responsável pela URAP considerou que, atualmente, se tem verificado um “aumento de organizações fascistas e da xenofobia” e lamenta que “alguns tentem reescrever a história fazendo o branqueamento dos crimes do fascismo”, mas que a associação vai “sempre resistir e lutar”, através da realização de projetos e iniciativas.

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