O objetivo é construir um trabalho de prevenção de acidentes graves e de articulação de resposta operacional em caso de emergência
A segurança do território de Setúbal acabou de ser reforçada com a reativação do Grupo Mitrena, ao qual pertencem mais de três dezenas de elementos, que se constituem como uma plataforma de colaboração e partilha de conhecimento entre empresas e entidades com atividade na área industrial da Mitrena, unidas pelo interesse comum de promover e desenvolver boas práticas na esfera da segurança.
O objetivo é construir um trabalho de prevenção de acidentes graves e de articulação de resposta operacional em caso de emergência.
A constituição formal da ‘versão 2.0’ do Grupo Mitrena ocorreu na tarde da passada sexta-feira, nas instalações da empresa The Navigator, onde a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, vincou a importância de “retomar um trabalho que vinha sendo feito e aperfeiçoado ao longo dos anos, e que esteve demasiado tempo interrompido”.
Um trabalho relacionado com “proteção e segurança de pessoas empresas desta área geográfica [Península Industrial da Mitrena] tão importante e que significa mais de 3 por cento do PIB nacional”, disse ainda a autarca.
O objetivo principal passa por estabelecer uma base de cooperação permanente para a prevenção de acidentes graves e a articulação da resposta operacional, garantindo que os planos de emergência internos das empresas e o Plano de Emergência Externo funcionam como um sistema único e eficaz.
“Nunca é demais que estejamos juntos, que falemos a mesma linguagem, em sintonia e com a devida informação, para que nada falhe ou, pelo menos, se houver falhas, que sejam mínimas, porque queremos ter segurança nesta península e no nosso concelho”, sublinhou a presidente Maria das Dores Meira.
Realçou ainda que Setúbal tem “uma Proteção Civil à altura para coordenar este grupo de trabalho” num contexto em que “as exigências são cada vez melhores, a legislação é cada vez mais apertada” e numa área “cada vez mais procurada” para trabalhar, o que se traduz na “criação de mais riqueza para o concelho”.
Por sua vez, José Luís Bucho, coordenador do Serviço Municipal de Segurança, Proteção Civil e Bombeiros de Setúbal, adiantou que “a versão 2.0 do Grupo Mitrena” passa por “garantir o compromisso das administrações das empresas” neste trabalho de prevenção, planeamento e segurança.
A estratégia do município de Setúbal para a segurança industrial tem como objetivo “posicionar a segurança não como um custo ou entrave burocrático, mas sim como um ativo de competitividade e resiliência territorial, bem como um pilar essencial ao investimento e desenvolvimento”, refere a autarquia em nota de Imprensa.
Ou seja, a Câmara Municipal de Setúbal “quer estar na primeira linha da criação de um ecossistema de confiança, resiliência coletiva e continuidade de negócio, de forma a garantir que um incidente numa empresa não paralise toda a zona, num território de segurança com a coexistência entre indústria, zonas urbanas e ambientais”.
A estratégia passa por minimizar o ‘efeito dominó’ através da partilha de informação critica, uma vez que a autarquia vê as denominadas empresas Seveso, ou seja, de maior risco, como parceiras estratégicas cuja operação segura é vital para a economia local, para o desenvolvimento, criação e manutenção dos postos de trabalho.
Além de um ato de tomada de posse, “simples e simbólico”, neste encontro foi proposta uma minuta de protocolo de colaboração do Grupo Mitrena, com vista a regulamentar a atividade, assim como a realização de um simulacro LiveX, o Mitrex 2028.