9 Maio 2024, Quinta-feira

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Freguesias do distrito de Setúbal rejeitam entendimento com bancos privados

Freguesias do distrito de Setúbal rejeitam entendimento com bancos privados

Freguesias do distrito de Setúbal rejeitam entendimento com bancos privados

Várias freguesias do distrito de Setúbal anunciaram hoje, 02, que rejeitam qualquer entendimento para a instalação de entidades bancárias privadas, considerando que o encerramento de balcões da CGD foi efectuado de forma “dissimulada”.

“A Freguesia do Sado e as Uniões de Freguesias do Almada, Cova da Piedade, Piedade e Cacilhas, Charneca da Caparica e Sobreda, Laranjeiro e Feijó, Barreiro e Lavradio, rejeitam qualquer entendimento para a instalação de entidades bancárias privadas nas suas instalações ou com o seu apoio”, referem as freguesias de vários concelhos do distrito em comunicado conjunto.

As freguesias consideram que tem sido a “banca privada a arrastar o país para uma situação financeira desastrosa” e que este encerramento “abre espaço a ser ocupado pela banca privada que não vai ser desperdiçado”.

Os autarcas lembram a manifestação que foi efectuada junto à sede da CGD, em Lisboa, no dia 27 de Abril, referindo que foi assumido o compromisso por parte do conselho de administração do banco de reavaliar a situação.

“No dia 28 de Abril, as várias agências encerraram com o cobarde aviso que o faziam por motivos técnicos, de forma dissimulada no mínimo desrespeitosa para populações, eleitos e clientes que defendem as agências na sua área geográfica, mas, acima de tudo, a permanência do banco público junto das populações”, acrescenta.

As freguesias lamentam ainda a ausência da Junta de Freguesia de Canha, no Montijo, no protesto realizado “depois de estarem de acordo com a iniciativa”.

A CGD tem previsto encerrar 61 agências, sendo 18 na área da Grande Lisboa, 15 a norte, 15 a sul e nas regiões autónomas e 13 na zona centro, segundo a lista revista divulgada em março.

O fecho de agências foi negociado com Bruxelas e é uma das contrapartidas acordadas para que a recapitalização da CGD que está a decorrer, num montante superior a 5.000 milhões de euros, não seja considerada ajuda de Estado.

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