11 Julho 2024, Quinta-feira

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Executivo CDU “desiludido” com TML assume “quota-parte da responsabilidade”

Executivo CDU “desiludido” com TML assume “quota-parte da responsabilidade”

Executivo CDU “desiludido” com TML assume “quota-parte da responsabilidade”

Presidente da Câmara exige que empresa “faça cumprir aos operadores os cadernos de encargos aos quais foram sujeitos em concurso público”

 

O executivo CDU, que governa a Câmara de Setúbal, diz estar “desiludido” com a Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML), que não terá transmitido à autarquia “com rigor a situação que existia”, levando a que o arranque do novo sistema de transporte rodoviário a 1 de Junho “não tenha funcionado”.

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“É um tema muito preocupante. É uma infelicidade na partida deste novo serviço. Ficamos desiludidos, mas tem a ver com a complexidade do processo e com a maturidade que não foi possível ganhar e salvaguardar previamente”, explicou Rita Carvalho, vereadora da Mobilidade, na reunião pública da passada quarta-feira.

O tema foi levantado por André Martins, presidente da edilidade, no período antes da ordem do dia, no seguimento dos constrangimentos registados na nova rede de transportes da Carris Metropolitana em Alcochete, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal, concelhos nos quais a operação é assumida pelo consórcio Alsa Todi.

Depois de lamentar “profundamente que não tenha funcionado”, o autarca descreveu a situação como “defraudante e inaceitável”, até porque é “um projecto que tem todas as condições para servir melhor os habitantes da Área Metropolitana de Lisboa”.

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“Não tivemos condições para prever que este sistema de transportes não estava em condições para funcionar. Em vez de se ter iniciado a 1 de Junho podíamos assumir que não havia condições e entrava a 15 ou 20 de Junho. Enganar as pessoas é que não aceitamos”, referiu.

Para o edil, é importante que “a TML faça cumprir aos operadores os cadernos de encargos aos quais foram sujeitos em concurso público internacional”. “Nós assumimos a nossa quota-parte, mas os contratos com os operadores são estabelecidos com a TML”, atirou.

Já o vereador social-democrata Fernando Negrão, que considera tratar-se de “um problema grave”, disse que “mais do que uma explicação era exigível aos setubalenses um pedido de desculpas”.

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“Eu percebo que o senhor presidente não o quis fazer porque a ‘tutela’ cabe à TML, mas de alguma forma a Câmara de Setúbal, estando representada nestas entidades, tem a sua quota-parte de responsabilidade e, por isso, um pedido de desculpas não ficaria mal”, referiu.

Em resposta, André Martins salientou que “pedir desculpa aos setubalenses é pouco”. “O que nós entendemos que vínhamos aqui fazer era dizer que temos responsabilidades, que vamos continuar a assumir”.

Antes de garantir que “a Câmara Municipal vai continuar a investir na informação às populações”, relembrou que “ao município de Setúbal cabe pagar 2,8 milhões por ano para que o serviço público funcione”.

Por parte da bancada do Partido Socialista, o vereador Joel Marques afirmou estarem também a “acompanhar com muita preocupação as dificuldades no arranque da Carris Metropolitana, compreendendo que algumas dificuldades são normais”.

“Acreditamos que são as dores de crescimento de um serviço que se quer cada vez melhor, mas são constrangimentos que colocam em causa a confiança que os utentes têm no serviço. Não tem sido um bom incentivo à substituição do transporte próprio pelo transporte público”.

Novos horários e novas linhas ‘em pleno’ a 25 de Junho

Com o novo serviço de transportes a funcionar ainda nas condições da antiga operadora, André Martins relembrou que em reunião realizada a 7 de Junho com os responsáveis do Conselho Metropolitano, ficou garantido que a partir de 25 de Junho o operador tem condições para assumir os novos horários e as novas linhas.

“Foram pedidas explicações na reunião. Algumas compreendemos, mas há uma questão que para nós é fundamental. Desde o início deste processo que há uma grande falta de informação por parte do operador e da TML”, sublinhou o autarca.

Em seguida, acrescentou: “Responsabilizaremos sempre o operador por não ter em conta a importância e a necessidade de informar as pessoas dos problemas para que estas encontrem outras soluções ou para os municípios poderem encontrar alternativas”.

“Aquilo que tem a ver com a vida das pessoas é que não pode ser posto em causa”, frisou.

Acesso às praias Reforço de autocarros “irá ser feito”

Na reunião pública de quarta-feira, também “o programa do transporte [rodoviário de passageiros] para as praias em Setúbal” esteve em cima da mesa, com André Martins, presidente da Câmara Municipal, a assegurar que, após o arranque não ter corrido como esperado, “o reforço de autocarros irá ser feito”.

“Foi-nos garantido que o programa do transporte para as praias estava garantido nos novos moldes em que o concurso decorreu, mas a informação que temos é que as coisas não correram bem, sobretudo porque não houve autocarros suficientes para garantir o regresso atempado e em horários adequados para as populações”, explicou.

Em seguida, relacionou alguns dos constrangimentos com “o facto de o conhecido parque da Secil não estar disponível porque a empresa entendeu fazer obras”.

No entanto, revelou ter já a garantia, “depois da abertura da época balnear”, de que “o reforço de autocarros para o transporte para as praias irá ser feito e que estará garantido este modelo de funcionamento com a informação que é preciso transmitir às pessoas para que estejam informadas sobre as várias opções”.

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