Maria das Dores Meira disse foi assinado um protocolo entre a câmara, o Ministério do Ambiente, a Secil, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e a Agência Portuguesa do Ambiente
A reunião pública do executivo camarário de Setúbal começou, esta sexta-feira, com o anúncio de que foi assinado, em dezembro do ano passado, um protocolo com vista a encontrar soluções para o bloco rochoso da Arrábida.
A presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, explicou que houve conversações com várias entidades, entre as quais o Ministério do Ambiente, a Secil, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e a Agência Portuguesa do Ambiente para encontrar “concertação entre as partes, ultrapassando algumas perspetivas e opiniões que divergiam”.
Diz a presidente que o estudo geológico e geotécnico, que permite encontrar “soluções” para o problema, já foi adjudicado.
A autarca considera que este “tem sido um assunto relevante na cidade e na região” que, desde fevereiro de 2023, obriga a que esteja cortado o troço na estrada entre a Praia da Figueirinha e a Praia de Galapos.
“Já lá vão três anos, prejudicando moradores, empresas, visitantes, com um acréscimo de constrangimentos no período balnear. O usufruto da Arrábida pelos setubalenses tem estado condicionado”, disse a edil no período antes da ordem do dia.
“Passámos três verões com a estrada cortada e sem qualquer avanço conhecido na opinião pública, donde concluímos ter existido inércia na gestão deste problema. Há uns meses, na campanha eleitoral, assumi o compromisso de, a partir de outubro, após as eleições autárquicas, começar a resolver o assunto. Tomámos posse em 31 de outubro e este foi um dos processos a que demos prioridade, como nos comprometemos. Havia sido há muito propagado pelo anterior executivo da Câmara um protocolo que nunca foi assinado por ninguém”.