Segundo lugar no ‘Angelini University Award’ conquistado com programa para pessoas com sequelas respiratórias
O projecto desenvolvido por oito estudantes de Fisioterapia da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal, dedicado à recuperação de pessoas que estiveram infectadas com covid-19, arrecadou o segundo prémio na 12.ª edição do ‘Angelini University Award’, cuja cerimónia decorreu na passada semana, em Lisboa.
Em comunicado, a instituição explica que o projecto ‘ReCoV19 – Recovery from COVID19’, que “colocou no terreno um programa de telerreabilitação para pessoas que ficaram com sequelas respiratórias deixadas pelo vírus”, contemplou “30 utentes, que puderam aceder a uma solução alternativa de acompanhamento pós-alta, com a duração de oito semanas”.
“A intervenção consiste num conjunto de exercícios terapêuticos realizados em grupo e acompanhados à distância, visando a melhoria do controlo da respiração, da tolerância ao exercício e da qualidade de vida”.
A sua implementação “foi conduzida pelos estudantes, sob supervisão do fisioterapeuta Renato Reis e da docente Margarida Sequeira, coordenadora do curso de Licenciatura”.
Trata-se, de acordo com a responsável, de um “projecto com evidentes benefícios para ambos os lados da relação terapêutica”. Isto porque os utentes beneficiam da “redução dos sintomas de dispneia e fadiga e da melhoria da resistência ao exercício e da força muscular, além do reforço dos hábitos de actividade física autónoma”.
Já os estudantes, “além de terem realizado o estágio na área específica da Fisioterapia Cardiorrespiratória, desenvolveram competências de telerreabilitação”. O referido programa “conta com o apoio e divulgação da Associação INPIRO2, nascida em pandemia e dedicada à recuperação pós-covid-19”.
Além do projecto dos alunos de Fisioterapia do IPS, que arrecadou um prémio monetário no valor de cinco mil euros, o concurso, promovido pela farmacêutica Angelini Pharma, que visa “premiar ideias inovadoras implementadas por estudantes do Ensino Superior”, distinguiu igualmente na passada terça-feira “estudantes da NOVA Medical School – Faculdade de Ciências Médicas e da Escola Superior de Saúde do Politécnico de Bragança”.