12 Junho 2024, Quarta-feira

- PUB -
Estivadores iniciam hoje greve de quatro meses nos portos de Setúbal e Lisboa

Estivadores iniciam hoje greve de quatro meses nos portos de Setúbal e Lisboa

Estivadores iniciam hoje greve de quatro meses nos portos de Setúbal e Lisboa

No porto de Setúbal, a greve “restringir-se-á à abstenção da prestação do trabalho incidente sobre navios ou cargas que sejam desviados do porto de Lisboa para este porto

Os estivadores começam hoje uma greve nos portos de Setúbal e Lisboa, protestando por alegadas violações do direito à greve, numa paralisação que se irá manter até 5 de Novembro, segundo o pré-aviso, divulgado em 20 de Junho.

O Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística (SEAL) apresentou nesse dia um pré-aviso de greve a partir de hoje para o porto de Lisboa, que se reflectirá também no porto de Setúbal.

- PUB -

“O Sindicato Nacional dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego, Conferentes Marítimos e Outros, em nome e em representação dos trabalhadores portuários integrados no respectivo âmbito estatutário, que exercem a sua actividade profissional nas áreas dos portos de Lisboa e de Setúbal, declara greve à prestação de trabalho nestes portos, a partir das 8h00 do dia 5 de Julho de 2023 até às 8h00 do dia 5 de Novembro de 2023”, indicou o SEAL em comunicado.

Estão em causa alegadas violações do direito à greve, destacou a estrutura sindical, nos últimos três anos, pelas empresas que operam no porto de Lisboa, ao colocarem trabalhadores de empresas terceiras a realizar trabalho abrangido pelos pré-avisos de greve.

No porto de Setúbal, precisou o SEAL, a greve “restringir-se-á à abstenção da prestação do trabalho incidente sobre navios ou cargas que, neste contexto de greve, sejam desviados do porto de Lisboa para este porto desde o dia 4 de Fevereiro de 2020 até ao limite final fixado neste aviso prévio de greve”.

- PUB -

O SEAL recordou que a presente luta “começou porque todas as empresas de operação portuária decidiram, em conjunto, de forma totalmente concertada, apresentar à insolvência a empresa de cedência de mão-de-obra portuária de que eram as únicas associadas e, simultaneamente, únicas clientes, a A-ETPL”, e sublinhou que essa luta “não terminará enquanto o problema não for resolvido, pelas empresas ou pelos tribunais”.

“Todos os grupos de operadores portuários que operam no porto de Lisboa estão a utilizar este ‘estratagema’, numa clara manifestação de fraude à lei (o Grupo ETE opera todos os navios ao largo neste sistema), com a total conivência da ACT que, no porto de Lisboa, não actua de todo, razão pela qual as acções de responsabilização civil e criminal pelas violações do direito à greve que estavam a ser preparadas antes do início da negociação com o Grupo Yildirim irão agora prosseguir”, referiu o sindicato do sector.

Segundo o SEAL, “a greve envolverá todos os trabalhadores portuários efectivos e também aqueles que possuam vínculo contratual de trabalho portuário de duração limitada, cujas entidades empregadoras ou utilizadoras sejam as empresas de trabalho portuário ou empresas de estiva em actividade nos referidos portos, compreendendo-se ainda no âmbito da greve as empresas titulares de direitos de uso privativo nas respectivas áreas portuárias”.

- PUB -

O sindicato precisou que “a greve se materializará na abstenção da prestação de trabalho em todas as empresas de estiva do porto de Lisboa (…) em todas as operações realizadas, seja qual for o período de trabalho, normal ou suplementar, para a execução das quais as entidades empregadoras ou utilizadoras de mão-de-obra portuária contratem ou coloquem trabalhadores estranhos à profissão e que não integrassem o contingente efetivo e eventual à data de 4 de Fevereiro de 2020”.

Partilhe esta notícia
- PUB -

Notícias Relacionadas

- PUB -
- PUB -