Fábio Silva: “Enquanto fomos apenas quatro passámos por muitas dificuldades até formar uma direção”

Fábio Silva: “Enquanto fomos apenas quatro passámos por muitas dificuldades até formar uma direção”

Fábio Silva: “Enquanto fomos apenas quatro passámos por muitas dificuldades até formar uma direção”

Responsável pela coletividade, que agora se encontra sediada nas Praias do Sado, mostra-se otimista para o futuro

Fábio Silva, responsável Clube Cultural Desportivo e Recreativo (CCDR) das Curvas, revela que, neste momento, o futebol é sustentável e não está em risco de terminar.

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No momento sensível que o clube atravessa, devido à perda da sede, o responsável mantém-se otimista quanto ao futuro, e ‘levanta o véu’ sobre alguns dos projetos para alavancar a coletividade no futuro.

A preparar o 78.º aniversário, que se comemora a 1 de maio, a coletividade, agora sediada nas Praias do Sado, quer investir ainda mais nas várias modalidades que têm disponíveis, além do futebol sénior. Em entrevista a O SETUBALENSE o presidente afirma a vontade de criar equipas de ciclismo e atletismo, e explica algumas das iniciativas onde costumam participar.

Quando e como foi fundada a coletividade?

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O Curvas foi fundado a 1 de maio de 1948,pelo já falecido João Barbeiro. Tal como muitos outros clubes fundados na altura, o clube foi criado nesse dia, mas só mais tarde foi registado em Diário da República. No seu início o clube só atuava a nível da prática do futebol, o encontro casual, nada mais.

Durante esses 30 anos a única prática desportiva do clube sempre foi o futebol. Só a partir do início dos anos 80, é que passou a ter desportos como o ciclismo e o atletismo.

Em tempos chegou a ter também a equipa de futebol feminino, mas com o passar do tempo, o clube foi perdendo parte do ecletismo, foi perdendo essas dinâmicas todas, até levar mesmo ao seu encerramento total, no final dos anos 90. Deixou de realizar todas as suas atividades, deixou de utilizar a própria sede. Portanto, deixou de ter vida.

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Como é que o clube se voltou a erguer depois dessa situação?

Após esse momento difícil ficaram apenas quatro pessoas à frente do clube, por meio de uma comissão de gestão, só para manter o clube vivo. 

Entretanto, por volta de 2010, recomeçámos com o objetivo de voltar a participar no campeonato de Inatel. Nesse ano já não foi possível, porque tínhamos de fazer obras no campo, reabilitar as instalações, então só participámos no ano seguinte.

Mesmo assim, foi um período muito difícil. Sempre fui ligado ao clube, fazia parte da direção e era também jogador.  Nesse recomeço tínhamos o objetivo de restabelecer as atividades da instituição, mas foi só mesmo o futebol que conseguimos fazer regressar.

Enquanto fomos apenas quatro pessoas, passámos por muitas dificuldades, mas aos poucos e poucos conseguimos ir consolidando, até formar uma direção completa, como a que temos atualmente. 

Como está o futebol? E as outras modalidades?

Hoje caminhamos para um futuro mais consolidado, o futebol está estável no clube, está sustentável. Há cerca de quatro anos conseguimos voltar a criar a equipa de futebol de veteranos e temos estado sempre no ativo. Vamos agora também avançar com a equipa de futebol feminino e participar em torneios pela cidade.  

Quanto a atletismo, já tivemos um ou outro atleta a participar em provas e é uma modalidade que queremos implementar, mas ainda não conseguimos criar as dinâmicas e as bases para que esse seja um projeto sustentável.

Como é que participam ativamente na vida da comunidade?

Participamos ativamente nas atividades da Junta de Freguesia do Sado e até da própria Câmara Municipal de Setúbal, em termos de festas, iniciativas, vamos participando sempre junto à nossa comunidade.

Já efetuámos recolhas de alimentos para as famílias carenciadas da nossa freguesia.

No final deste ano estivemos a recolher alimentos e roupa, em parceria com mais nove coletividades, numa iniciativa organizada pelo Alto da Guerra Sport Clube e fomos até recebidos nos Paços do concelho, pelo reconhecimento dessa iniciativa. 

Para além disso, estamos presentes na dinâmica de recolha de fundos para a nossa Madalena, filha do nosso amigo José Mira. Estamos a falar de uma menina 14 anos, que chegou a nós através do pai, que trabalhou no clube. 

A Madalena começou a ter problemas de saúde, com cerca de dois ou três anos. Dificuldades em ver, perdas de equilíbrio, entre outros sintomas e com o passar do tempo foi diagnosticada com uma doença rara. Atualmente anda sempre em tratamento e nós ajudamos sempre que podemos.

Já estivemos em diversos eventos e organizámos até um torneio de veteranos, em que convidamos algumas coletividades da nossa cidade e o requisito para participar foi a oferta de donativos para ajudar a Madalena.

Costumamos também fazer recolhas de tampas e caricas para serem deixadas nas nossas instalações, de modo a arranjar fundos para uma carrinha adaptada, que felizmente o pai da menina já conseguiu. Estamos muito felizes por conseguir ajudar e assim continuaremos.

Quais são os planos para o futuro do clube?

Para além da continuação e crescimento do futebol enquanto modalidade principal, queremos abrir outros desportos, principalmente aqueles que já tiveram alguma história no clube. Falo especialmente de ciclismo e atletismo. 

Temos algumas pessoas ligadas ao clube que praticam estes desportos, mas para avançarmos enquanto modalidade, é necessário que este seja um projeto bem trabalhado e bem sustentado, para criar bases para o seu desenvolvimento e para a sua criação.

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