Enganou-se no carro e matou condutora a tiro pensando ser seu rival no Bairro da Bela Vista

Enganou-se no carro e matou condutora a tiro pensando ser seu rival no Bairro da Bela Vista

Enganou-se no carro e matou condutora a tiro pensando ser seu rival no Bairro da Bela Vista

O homicida não hesitou e disparou quatro vezes contra o carro. O crime aconteceu em junho de 2024

Um homem de 41 anos vai ser julgado no Tribunal de Setúbal acusado de matar com um tiro de caçadeira disparado a partir da janela de casa em Setúbal, Raquel Lourenço, que tinha saído do trabalho. A mulher conduzia um carro da mesma marca do alvo que Francisco Saavedra procurava. O homicida não hesitou e disparou quatro vezes contra o carro. O crime aconteceu em junho de 2024 no Bairro da Bela Vista, em Setúbal, e o autor fugiu do País, mas foi localizado pela PJ em Ponteveedra, Espanha, com o documento de identificação do seu irmão gémeo. Está acusado de dois crimes de homicídio qualificado, um consumado e um tentado por atingir também um homem que seguia no lugar do pendura.

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Na noite do crime, Raquel Lourenço circulava na Rua Padre José Nunes da Silva, perto de uma farmácia. Momentos antes, o arguido tinha visto um rival, com quem tinha desentendimentos familiares, a sair do espaço num Volkswagen Passat cinzento. Momentos depois, e já em casa, Francisco Saavedra armou-se e colocou-se à janela, esperando que o seu rival passasse novamente para o tentar matar. Perto das 23 horas, avistando um carro Volkswagen Passat cinzento, nem procurou perceber se era o do seu rival, com matricula diferente, e disparou quatro vezes.

Raquel Lourenço conduzia a viatura e foi atingida na cabeça por um tiro que entrou pelo vidro transeiro. Teve morte instantânea. O homem que seguia no lugar do pendura foi atingido num braço e sobreviveu.
Cometido o crime, Francisco fugiu do país e utilizou o documento de identificação do seu irmão para passar despercebido. Foi localizado e detido em Ponteveedra pela PJ e ficou em prisão preventiva.

Na origem do crime estão conflitos entre o irmão de Francisco e um homem, o verdadeiro alvo e remetem há anos atrás quando estavam na prisão de Setúbal. Aqui, os dois acusavam-se de denunciar aos guardas objetos não permitidos. Francisco viria a ficar também em prisão preventiva e teve nova altercação com o rival do seu irmão, tendo assim tornado-se seu rival também e motivado a intenção de o matar já em liberdade. O MP considera que “o arguido Francisco Saavedra sabia que as rivalidades mantidas eram um motivo irrisório e insignificante face à vida do condutor do veículo, Raquel Lourenço, e do seu acompanhante”.

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