Dores Meira critica ‘especulação mediática’ e pede reposição da verdade

Dores Meira critica ‘especulação mediática’ e pede reposição da verdade

Dores Meira critica ‘especulação mediática’ e pede reposição da verdade

Autarca de Setúbal está disponível para colaborar com as autoridades e explica que buscas da PJ não são para “acusar pessoas”, mas para “apurar a prova”

A presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, afirmou estar totalmente disponível para colaborar com as autoridades, defendendo a reposição da verdade e da transparência em relação a assuntos de interesse público. A reação da autarca setubalense surge após a Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da Polícia Judiciária (PJ) ter estado, na passada quinta-feira, a realizar buscas na autarquia sadina.

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Numa publicação feita nas redes sociais, nesta sexta-feira, após as diligências da judiciária no município, a autarca confirmou que foram solicitados documentos sobre vários assuntos, considerando tratar-se de um procedimento policial esperado perante denúncias anónimas. Segundo Maria das Dores Meira, estas diligências “não servem para acusar pessoas, mas para apurar a prova”.

A líder da autarquia sublinhou que, face ao contexto criado, seria “estranho” que as autoridades não pedissem acesso à documentação necessária para proceder às respetivas verificações. Em contrapartida, criticou aquilo que classificou como especulação mediática, apontando a transformação de uma diligência processual em “fake news”.

Maria das Dores Meira referiu também que foi divulgado um título que a colocava “mais perto de ser constituída arguida”, afirmação que foi desmentida pela própria PJ. A autarca considerou igualmente estranho que a mesma jornalista tenha publicado anteriormente outras notícias com títulos que classificou como “especulativos” sobre a sua pessoa.

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Nesta mesma reação, a presidente do município defendeu ainda que Setúbal “merece estabilidade e serenidade”, apelando a que seja permitido ao executivo governar e que a verdade seja reposta “com calma e transparência”.

PJ nega previsão que Dores Meira seja constituída arguida

Foi na passada quinta-feira que a UNCC da PJ efetuou duas operações de busca no âmbito de uma investigação sobre o eventual pagamento indevido de ajudas de custo e viagens ao estrangeiro. Numa reação das autoridades, estas esclareceram que, “pelo menos para já”, não está previsto que a atual presidente da câmara seja constituída arguida.

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Segundo o jornal Público, as buscas realizadas na autarquia estão relacionadas com o facto de Dores Meira “ter recebido perto de 35.500 euros da câmara a título de ajudas de custo por ter usado a sua viatura particular em deslocações de serviço que totalizaram 98.500 quilómetros, apesar de ter carro oficial com motorista”.

O jornal salienta, no entanto, que as inspeções periódicas obrigatórias feitas aos dois carros que Dores Meira tem em seu nome, um Mazda de 2008 e um Toyota Celica de 1989, mostram que no período em causa (2017/2021) “os dois veículos não percorreram mais de mil quilómetros”.

Em novembro do ano passado, quando já era candidata independente à Câmara de Setúbal, Dores Meira negou todas as acusações de alegado recebimento indevido de ajudas de custo e de utilização indevida de cartões de crédito do município, assegurando que estava a ser “vítima de uma perseguição política” promovida pelo PS, com o apoio da CDU.

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