“Deus nunca Se cansa de nos procurar, nunca desiste de nós, nunca fecha o Seu coração à nossa fragilidade”

“Deus nunca Se cansa de nos procurar, nunca desiste de nós, nunca fecha o Seu coração à nossa fragilidade”

“Deus nunca Se cansa de nos procurar, nunca desiste de nós, nunca fecha o Seu coração à nossa fragilidade”

O Cardeal D. Amércico Aguiar escreveu a mensagem da Quaresma durante a Visita Pastoral às Paróquias da Costa da Caparica e Trafaria

Durante a Semana Santa o Bispo de Setúbal vai presidir a missas em vários concelhos do distrito

A Semana Santa é o tempo litúrgico mais forte no Ano Pastoral da Igreja Católica, e são várias as celebrações que permitem celebrar e marcar essa Semana. O bispo de Setúbal, Cardeal D. Amério Aguiar já começou a percorrer vários concelhos do Distrito de Setúbal onde presidiu a eucaristias da Semana Santa.

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No Domingo de Ramos, 28 de março, esteve no Samouco e Alcochete. A 29 de março presidiu a missas em Santo André do Barreiro e em S. Julião e ainda na Procissão do Senhor dos Passos, Anunciada e S. Sebastião.

No Tríduo Pascal, vai presidir a 2 de abril, à 10h30, à missa Crismal na Sé e no mesmo dia, às 18h30, à missa da Ceia do Senhor, na Sé. Dia 3, 15h00, o bispo de Setúbal estará na Paixão do Senhor, na Sé, 21h00, na Procissão Penitencial, S. Julião à Sé e, a 4 de abril, às 22h00, na Vigília Pascal, na Sé.

No Domingo de Páscoa, 5 de abril, às 10h00. A missa é no Coração de Maria, Setúbal, às 12h00, na missa em Pegões, Cruzamento, e às 18h00 preside à missa em S. Julião.   

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No início da celebração da Quaresma, com a Quarta-feira de Cinzas, o bispo de Setúbal, Cardeal D. Amério Aguiar, deixou como mensagem para os quarenta dias de graça “que o Senhor nos oferece como caminho de conversão, de renovação interior e de regresso ao essencial da nossa fé”.

 “Ao recebermos sobre a nossa cabeça as cinzas, escutamos palavras que nos despertam: “Convertei-vos e acreditai no Evangelho.” Este apelo não é uma ameaça, mas um convite cheio de esperança. Deus nunca Se cansa de nos procurar, nunca desiste de nós, nunca fecha o Seu coração à nossa fragilidade”, disse então.

Referindo a oração, o jejum e a esmola como “os três grandes meios espirituais que sustentam a vida cristã”, afirma a oração como o “respirar da alma. Num mundo marcado pela pressa, pelo ruído e pela dispersão, somos chamados a redescobrir o silêncio que nos permite escutar Deus. Rezar é permanecer com o Senhor, é deixar que a Sua Palavra ilumine as nossas feridas e decisões, é aprender a olhar a vida com os olhos de Cristo”.

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Quanto ao jejum, este “recorda-nos que não vivemos apenas do que é material. Jejuar não é só abdicar de alimentos, mas também de atitudes que nos afastam de Deus e dos irmãos: o orgulho, a indiferença, a violência nas palavras, o egoísmo nas escolhas. O verdadeiro jejum liberta o coração para amar mais e melhor”.

Por sua vez a esmola “é o gesto concreto de quem reconhece no outro um irmão. Não é dar do que sobra, mas partilhar do que somos e do que temos. É fazer da própria vida um dom”.

Na mesma mensagem lembrava que esta Quaresma tem sido vivida num contexto particularmente exigente imposto pela “calamidade que tem atingido tantos dos nossos concidadãos — nas suas casas, nos seus trabalhos, na sua saúde, nas suas esperanças — não nos pode deixar indiferentes. São rostos concretos, famílias concretas, histórias concretas que pedem proximidade, solidariedade e compromisso”.

A isto acrescentava que a Igreja diocesana quer estar “onde a dor se faz mais sentir. Queremos ser presença que consola, mão que levanta, comunidade que não abandona”.

E frisava, “é neste espírito que vos indico o destino da Renúncia Quaresmal deste ano: ela será integralmente orientada para o apoio às pessoas e famílias mais afetadas por esta situação de calamidade que atravessamos. Por meio das estruturas sócio caritativas da Diocese, procuraremos que a vossa partilha chegue de forma justa, próxima e transformadora àqueles que mais necessitam”.

Nesta mensagem escrita durante a Visita Pastoral às Paróquias da Costa da Caparica e da Trafaria, no concelho de Almada, dizia o bispo de Setúbal que “no contacto direto com as comunidades, com os seus padres, agentes pastorais e fiéis, levo comigo as alegrias, as preocupações e as esperanças de todo o nosso povo. Esta proximidade reforça ainda mais a consciência de que caminhamos juntos, sustentando-nos uns aos outros na fé e na caridade, especialmente nos momentos de maior provação”.

Inspirados ainda pela reflexão do Santo Padre, “deixemo-nos interpelar pela força da palavra ‘Juntos’. A Quaresma não é um caminho solitário, mas profundamente comunitário. A Sagrada Escritura recorda-nos, por exemplo, como o povo se reuniu para escutar a leitura do Livro da Lei e, jejuando, se dispôs à confissão de fé e à renovação da Aliança com Deus (cf. Ne 9, 1-3)”.

Referindo-se às paróquias, famílias, grupos eclesiais e comunidades religiosas, estas “são chamadas a percorrer um caminho partilhado, no qual a escuta da Palavra de Deus — bem como do clamor dos pobres e da terra — se torne forma concreta de vida comum, e o jejum sustente um verdadeiro arrependimento”.

“Neste horizonte, a conversão não diz respeito apenas à consciência individual, mas também ao estilo das relações, à qualidade do diálogo, à capacidade de nos deixarmos interpelar pela realidade e de reconhecer o que orienta o nosso desejo, tanto nas comunidades eclesiais como na humanidade sedenta de justiça e reconciliação”.

“Renunciar, na Quaresma, não é perder — é multiplicar. Aquilo de que abdicamos torna-se esperança para alguém. O pouco que cada um oferece torna-se muito quando passa pelas mãos de Deus”.

“Convido todas as paróquias, comunidades religiosas, movimentos e serviços diocesanos a viverem intensamente este caminho: na liturgia, na caridade organizada, na atenção aos mais frágeis, na criatividade pastoral que o Espírito suscita”.

A terminar a mensagem da Quaresma, apela para: “caminhemos juntos. Não façamos da Quaresma um tempo triste, mas um tempo verdadeiro. A conversão cristã não nasce do medo, mas do amor que se deixa transformar”.

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