19 Junho 2024, Quarta-feira

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Criação de empresas aumentou 23% na região depois da pandemia

Criação de empresas aumentou 23% na região depois da pandemia

Criação de empresas aumentou 23% na região depois da pandemia

Tendência positiva de crescimento. Mais de 40% do total das empresas do distrito foram constituídas nos últimos cinco anos. Microempresas dominam

Quarenta e dois por cento das empresas existentes no Distrito de Setúbal foram criadas nos últimos cinco anos e registaram uma facturação equivalente a 10% do volume total de negócios da região. Só no ano passado as constituições de empresas no distrito aumentaram 23%, ao passo que as dissoluções diminuíram 9%. E as insolvências apresentaram uma variação nula em relação ao ano anterior.

Os números foram revelados pela consultora Iberinform com base em dados extraídos do Insight View de 2023 e reflectem a caracterização empresarial do distrito que conta com “7% do total das empresas portuguesas”.

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Segundo a Iberinform, em termos de distribuição por concelho, a diversidade empresarial no distrito merece destaque. “Almada, Seixal e Setúbal são os concelhos com maior concentração de empresas, com 24%, 18% e 15%, respectivamente. De seguida, encontram-se Palmela (8%), Montijo (7%) e Barreiro (6%). Os restantes concelhos representam 22% do total.”

As microempresas predominam na região, já que correspondem a “cerca de 90% do total das empresas de Setúbal”. “Apesar da sua dimensão reduzida, estas empresas contribuem para a economia local, representando 11% da facturação total. As pequenas empresas também têm uma presença relevante, correspondendo a 9% do número total de empresas e com uma contribuição de 18% da facturação global. As empresas de média dimensão são aproximadamente 1%, contudo apresentam um volume de negócios de 13% do valor total do distrito”, salienta a consultora.

Mais de metade (58%) da facturação global advém das grandes empresas, não obstante estas representarem apenas uma fatia minoritária (1%) do sector empresarial do distrito sadino. E aqui incluem-se, logo à cabeça, a Autoeuropa e a Navigator que se constituem, respectivamente, como segunda e terceira maiores exportadoras do País (atrás da Petrogal), com um total superior a 4,3 mil milhões de euros de transacções para o mercado estrangeiro.

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“A distribuição por sector de actividade das empresas de Setúbal também apresenta uma elevada dispersão, com 43% das empresas a actuarem no sector de serviços, que contabilizam apenas 10% do volume total de negócios do distrito”, aponta a Iberinform. Os sectores em destaque “são a indústria, que apesar de representar apenas 10% do total de empresas de Setúbal, lidera em volume de negócios, com 38% do total, e os sectores denominados como ‘outros’ (28%), que totalizam 37% da facturação global. Este dado demonstra que os sectores menos tradicionais na análise são muito relevantes para a economia de Setúbal”, considera a consultora.

Dezoito por cento das empresas do distrito foram constituídas desde há seis e até dez anos e têm “uma facturação de 8%” do total do distrito. Já as que têm entre 11 e 15 anos “representam 11%” do tecido empresarial da região e totalizam “7% do volume de negócios”. As que já levam entre 16 a 25 anos de existência “correspondem a 16% do total das empresas e facturam 19% do total do distrito”. Com mais de 25 anos de funcionamento conta-se “13% das empresas de Setúbal”, que representam “56% da facturação total global”, conclui a Iberinform.

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