Criação da Polícia Municipal avança com pelo menos 40 agentes

Criação da Polícia Municipal avança com pelo menos 40 agentes

Criação da Polícia Municipal avança com pelo menos 40 agentes

Proposta vai ser votada pela assembleia municipal. Só a CDU foi contra a criação da estrutura policial

A criação, o Regulamento de Organização e Funcionamento e o primeiro mapa de pessoal da Polícia Municipal de Setúbal foi aprovada por maioria na reunião pública do executivo camarário esta quarta-feira.

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Está dado o primeiro passo para a criação da força de segurança que contará com um “efetivo inicialmente de, pelo menos, 40 agentes operacionais que serão distribuídos por todo o território”, sendo que mais tarde 10 destes agentes serão colocados na zona de Azeitão, como explicou o vereador Paulo Maia (Setúbal de Volta)

Esta será “uma força pública de proximidade e de policiamento comunitário” que prevê patrulhamento apeado, ciclomotorizado e automóvel, adaptado às diferentes freguesias do concelho. Apesar disso, as competências da PSP e da GNR em matéria de investigação criminal e ordem pública mantêm-se inalteradas, cabendo à Polícia Municipal cooperar “na manutenção da tranquilidade pública e na proteção das comunidades locais”.

A fiscalização do cumprimento dos regulamentos municipais, das normas de urbanismo, ambiente, património, estacionamento e circulação rodoviária, bem como a execução coerciva de atos administrativos municipais, a fiscalização de eventos na via pública e a elaboração de autos de notícia e de contraordenação, são outras das competências desta força.

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Durante a discussão Joel Marques (PS) mostrou-se preocupado com o custo que a nova estrutura vai ter sobre o orçamento municipal. “Esta proposta é uma proposta que não tem, de acordo com este estudo [de viabilidade], o efeito reverso do ponto de vista daquilo que é a receita, não tem esse suporte. Portanto, é uma nova estrutura que terá de ser acomodada naquilo que é já hoje o nível de receita que existe na Câmara Municipal de Setúbal”.

Já o vereador Nuno Costa (CDU) mostrou-se contra a criação desta polícia defendendo que as populações “merecem ter a atuação de forças de segurança com todas as suas valências, e não só administrativas”. Com isto pediu o reforço das forças de segurança.

Na proposta apresentada a autarquia considera que os atuais serviços municipais de fiscalização “mostram-se estruturalmente insuficientes para responder a estes desafios contemporâneos”, e que a cidade enfrenta desafios crescentes relacionados com o trânsito, o estacionamento, as infrações ambientais, a atividade comercial e o ruído.

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O documento destaca ainda que, durante o período balnear, a elevada afluência às praias da Arrábida gera problemas de estacionamento que afetam vias de emergência e a segurança de pessoas e do património natural. O processo de criação da Polícia Municipal teve início em janeiro deste ano depois do parecer favorável do Conselho Municipal de Segurança de Setúbal. Depois, o regulamento foi sujeito a consulta pública durante 30 dias úteis.

A proposta foi aprovada por maioria, apenas com os votos contra da CDU. Segue agora para aprovação da assembleia municipal.

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