Câmara de Setúbal estuda metrobus para ligar Quebedo ao Faralhão

Câmara de Setúbal estuda metrobus para ligar Quebedo ao Faralhão

Câmara de Setúbal estuda metrobus para ligar Quebedo ao Faralhão

Hugo Amaral/ECO

Intervenção depende da supressão da linha de comboio e da remoção do viaduto existente. Dores Meira já apresentou projeto ao Governo 

A presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, revelou que o município está a estudar a implementação de um sistema de metrobus como alternativa ao atual troço ferroviário que atravessa o centro da cidade até à zona da Cachofarra, numa intervenção que depende da supressão da linha de comboio e da remoção do viaduto existente.

- PUB -

Segundo a autarca, em entrevista ao site ECO, o metrobus deverá iniciar-se no Quebedo e estender-se até ao Faralhão, passando pelas Praias do Sado, criando novas opções de mobilidade para aquela zona do concelho. “Temos uma estrutura que queríamos implementar e colocar isso também no passo navegante, o metrobus. Está a ser estudado até ao Faralhão”, afirmou.

Nesta conversa Dores Meira explica que a retirada do troço ferroviário é apontada como condição prévia para a concretização do projeto. “Primeiro temos de tirar aquele troço e o viaduto. Já estamos a fazer estudos, pode demorar um ou dois anos”, esclareceu, sublinhando que o processo está dependente de fundos comunitários e de decisões das Infraestruturas de Portugal, entidade responsável pela linha.

A líder da autarquia setubalense justificou a opção pelo metrobus com o impacto urbano do atual traçado ferroviário, que considera penalizador para a cidade. “Aquele troço está a separar a cidade do rio, desfeia e tira qualidade”, afirmou, acrescentando que a linha serve apenas três comboios por dia, um de manhã, outro a meio do dia e outro ao fim da tarde. “Pode muito bem ser substituído pelo metrobus ou por autocarro”, defendeu.

- PUB -

A autarca confirmou que já houve reuniões com o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, e que cabe agora à Infraestruturas de Portugal (IP) avaliar a viabilidade da supressão da linha, garantindo que a operação não compromete a atividade do porto de Setúbal nem o acesso à freguesia do Sado.

Apesar do contexto financeiro do município, marcado por uma dívida que Dores Meira cifrou em cerca de 98 milhões de euros, a líder autárquica assegurou que o projeto do metrobus, à semelhança de outras intervenções estruturantes, só avançará com comparticipação comunitária e apoio do Estado. “Não temos condições para, com capitais próprios, resolver seja o que for”, afirmou.

De acordo com a autarca, a implementação do metrobus surge integrada numa visão mais ampla para a zona ribeirinha de Setúbal, que inclui a remoção de infraestruturas consideradas desqualificantes e a criação de novas ligações urbanas, num processo que, segundo a edil, será desenvolvido de forma faseada e dependente de financiamento externo.

Partilhe esta notícia
- PUB -

Notícias Relacionadas

- PUB -
- PUB -

Apoie O SETUBALENSE e o Jornalismo rumo a um futuro mais sustentado

Assine o jornal ou compre conteúdos avulsos. Oferecemos os seus primeiros 3 euros para gastar!

Quer receber aviso de novas notícias? Sim Não