15 Abril 2024, Segunda-feira
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“Nós somos uma direita que dialoga, não uma direita que berra, isso distingue-nos”

Ex-deputado do PSD encabeça candidatura da Alternativa21 às legislativas. Partido quer eleger um deputado e mostrar trabalho

 

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A Alternativa21 (MPT.ALIANÇA), coligação entre o Aliança (A) e o Partido da Terra (MPT), tem um objectivo para as eleições legislativas do próximo dia 10 de Março: eleger um deputado.

Em declarações a O SETUBALENSE Jorge Nuno Sá, cabeça de lista pela coligação em Setúbal, deixa esse mesmo desafio aos eleitores. “A minha provocação é à população de Setúbal. Durante anos elegeram 18 deputados, mais ou menos os mesmos partidos, e agora que temos um a mais experimentem atribuí-lo a outra força partidária, alguém que possa fazer um bocadinho diferente daquilo que tem sido feito”.

O candidato reconhece as potencialidades do distrito – fala na agricultura, tecido empresarial, o contributo da Autoeuropa para a economia nacional, a importância e mais-valia do O SETUBALENSE

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Porto de Sines – mas reconhece que a decisão “tardia” de constituir a NUTS Península de Setúbal prejudicou a região pela falta de investimentos. “A região de Setúbal foi altamente prejudicada durante anos por estar inserida numa região comedida à área norte de Lisboa, porque é uma região rica – não quer dizer que toda a gente lá vive bem e que os problemas estejam resolvidos – mas, em termos de médias e de cálculos comunitários, é uma região acima da média e, portanto, toda a área de Setúbal não recebia fundos comunitários porque estava inserida nessa região”.

Numa crítica aos vários partidos eleitos pelo nosso círculo eleitoral acusa existir falta de “liderança” para saber aproveitar recursos. “Como é que durante tantos anos se deixou
este território mergulhar em crises sucessivas, que se corre o risco de entrarmos numa numa nova onda de crises, que preocupa, devido ao rumo que a economia tem levado e àquilo que tem sido o aumento dos preços. Mas o que é indispensável é pensarmos que este território, rico em indústria, por exemplo, rico em recursos naturais, há uma série de potencialidades, é uma região que está quase a atingir 1 milhão de pessoas e Setúbal não se tem desenvolvido. O que é que tem faltado? Lideranças”.

Reitera que, na hora de ir às urnas, há outras opções além do Partido Socialista e do Partido Social-Democrata e que os ‘novos partidos’ são também formas de dar outra credibilidade à política e combater a abstenção. “Metade das pessoas não votam, portanto, mais de metade das pessoas acham que não vale a pena sequer irem votar. Dir-me-á, ‘mas se calhar vocês também não vão arrastar essas pessoas todas da abstenção’ se calhar não, mas o objectivo é esse. É começar a dizer, olhem, há aqui outros caminhos que podem ser percorridos, há aqui outras alternativas que podem ser percorridas. Nós não nos chamamos Alternativa21 por acaso, o ‘21’ fomos buscar ao século que vi- vemos para dizer ‘vamos lá acordar’.”.

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Quando questionado sobre o que difere a Alternativa21 dos outros partidos, com e sem assento parlamentar, o ex-deputado do PSD afirma: “Nós somos uma direita que dialoga, uma direita que constrói, não uma direita que berra, isso distingue-nos dos outros. Nós podemos ter princípios, acreditar num Estado pequeno, eficaz, controlador, regulador, mas
não numa dependência do Estado, numa estatização da economia – é o que nos diferencia da esquerda –, mas ao mesmo tempo podemos conversar para conseguir ganhos de causa”.

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