26 Fevereiro 2024, Segunda-feira
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“Neste momento um salário inteiro não chega para pagar a habitação”

Manifestação “Casa para Viver” volta a sair à rua amanhã. Instabilidade política causa anseios aos envolvidos

 

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“Neste momento um salário inteiro não chega para pagar a habitação”, palavras de
Joana Bom, membro do movimento Porta a Porta que amanhã se junta à plataforma
Casa para Viver em manifestação que vai percorrer várias artérias de Setúbal.

O ponto de encontro está marcado para as 10h30, na Praça do Quebedo, e na base das
reivindicações estão melhores condições na Habitação, diminuição do preço das rendas
e aproveitamento do parque público.

“Aqui na nossa região de Setúbal foi onde a especulação imobiliária mais cresceu – em
termos percentuais – sabemos bem que é uma região com uma natureza maravilhosa e
sabemos bem que ninguém sabe cuidar dela melhor do que aqueles que cá habitam, que
aqui nasceram, que aqui cresceram e aqui trabalham. Nós queremos continuar a morar
na nossa região e, portanto, queremos que, tal como diz a Constituição, os preços da
habitação sejam em função do rendimento das pessoas que aqui moram e trabalham”,
refere em declarações a O SETUBALENSE.

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Em Setembro o movimento já tinha saído à rua para ‘gritar’ por todas estas condições,
mas, ao que indica Joana Bom, de lá para cá o cenário não está muito diferente.

“Podemos dizer que a situação não só não melhorou, como piorou. Este clima de
incerteza, de irmos agora novamente a eleições, o clima de instabilidade que faz adiar
decisões que são tão importantes para a vida de todos, é com grande desânimo que
vemos o que aconteceu a nível político no Governo que não facilita em nada aqui a
concretização daquilo que efectivamente necessitamos, porque o que necessitamos são
medidas concretas para as várias questões, porque estamos numa situação muito
complicada no País, temos os salários mais baixos da União Europeia, estamos numa
crise da habitação…Nada melhorou, muito pelo contrário, as rendas vão subir em cerca
de 7%, mais uma vez completamente desagregado do que é o aumento do salário real. O
que significa, na prática, que a população vai continuar a ficar pior”.

Esse último encontro decorreu no Barreiro, “com cerca de 500 pessoas”. “Para sábado
esperamos algo semelhante, também será novamente a primeira vez em Setúbal em
torno deste tema e esperamos algo semelhante”.

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Início na Praça do Quebedo, passagem pela baixa setubalense e fim esperado no
Mercado do Livramento, é este o roteiro que está previsto para a manhã deste sábado. “Será uma concentração que vai acontecer às 10h30 no Quebedo, que depois se
transforma numa manifestação, passa pela baixa onde tentaremos dialogar ao máximo
com as pessoas e alertar porque o movimento Porta a Porta também se posiciona contra
o despejo do movimento associativo, contra a destruição do comércio local, portanto, é
pela baixa que vamos para dialogar com as pessoas e terminamos no Mercado do
Livramento com intervenções sobre o tema onde vamos expor o que defendemos”.

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