23 Fevereiro 2024, Sexta-feira
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Futuro da Arrábida está “mais seguro e resiliente” com planos locais de adaptação

Município de Setúbal, em conjunto com Palmela e Sesimbra, propôs “224 medidas e 520 acções”

 

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O município de Setúbal, em conjunto com Palmela e Sesimbra, está empenhado na criação de estratégias que tornem o futuro da Arrábida “mais seguro e resiliente” aos impactos das alterações climáticas, sendo que através dos respectivos planos locais propõem “224 medidas e 520 acções” para o efeito.

Os Planos Locais de Adaptação às Alterações Climáticas (PLAAC) da Arrábida “são únicos no País, não só pela metodologia inovadora que o Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT) usou, com uma abordagem à escala municipal, mas porque grande parte das medidas e acções foi desenvolvida junto da comunidade”, afirmou José Carlos Ferreira, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

Durante uma apresentação dos três planos locais, realizada quinta- -feira, em Setúbal, nas instalações da Agência de Energia e Ambiente da Arrábida (ENA), o professor revelou que “isto só foi possível fazer através de um processo de envolvimento activo da comunidade, ou seja, de cada um dos grupos de actores, desde o empresário, agricultor, o pescador, enfim, quem quis participar, além das equipas técnicas de cada um dos municípios”.

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O PLAAC Arrábida, financiado pelo EEA Grants, é um programa ambiental financiado pela Islândia, Liechtenstein e Noruega e que, entre outros objectivos, visa promover uma maior resiliência às alterações climáticas.

Elaborado ao longo dos últimos 19 meses, representa um trabalho conjunto da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova, Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT) e equipas técnicas dos municípios de Palmela, Sesimbra e Setúbal.

O perigo de inundações e galgamento da zona costeira, erosão costeira e recuo das arribas, calor excessivo, seca, tempestades de vento e outras situações resultantes das alterações climáticas foram alguns dos cenários equacionados no âmbito dos três planos locais que foram discutidos com as populações.

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Segundo José Carlos Ferreira, houve sempre a preocupação de “envolver as populações e de as ouvir sobre as soluções que apresentavam para os problemas”.

Já a directora executiva da ENA, Cristina Daniel, explicou que “a ideia [dos PLAAC Arrábida] é as pessoas começarem a adaptar-se, começarem a adquirir competências para conseguirem ser mais resilientes e recuperarem os territórios dos efeitos das alterações climáticas, que já estão a acontecer”.

“A ENA lançou o desafio aos municípios, que aceitaram de imediato. E envolveu no consórcio duas entidades muito importantes e que têm muita experiência, trabalho e competência nesta matéria: o IGOT e a FCT da Universidade Nova”, sublinhou. Com Lusa

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