6 Outubro 2022, Quinta-feira
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Setubalenses continuam confusos e falam em incoerência nos horários disponibilizados

Utentes queixam-se que informação nas paragens não corresponde à encontrada on-line e que autocarros por vezes não passam

 

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Faltavam 15 minutos para as 11 horas quando o autocarro 4436 parou junto ao Mercado do Livramento, no horário previsto, para apanhar os passageiros que se encontravam à espera para fazer o percurso até à Avenida Soeiro Pereira Gomes.

Antes de entrarem para o autocarro, mãe e filha, que preferem não ser identificadas, admitem ter ido para a paragem 20 minutos antes por não terem a certeza qual o horário do mesmo.

Já a bordo da carreira, dizem considerar que o serviço, assegurado pela Alsa Todi desde 1 de Junho, “não melhorou”. “Muitas carreiras que estão no horário não passam. O que vai ao Alegro ainda não consegui simplesmente apanhar porque não aparece”, confessa a mãe.

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No que diz respeito aos trajectos, garante conseguir aceder com facilidade, apesar de ser “muito complicado de entender”. “Acredito que há muitas pessoas, principalmente as de terceira idade, que não conseguem ter acesso a estas informações”.

Contudo, a principal preocupação é agora o regresso às aulas. “Principalmente nas zonas em que a TST faltava e nas quais os pais tinham de levar os filhos. Depois chegavam atrasados ao trabalho”.

Já na Interface de Transportes de Setúbal, enquanto aguarda pela carreira que faz o percurso até Azeitão, Luísa Vieira explica que os motoristas também demostraram preocupação com o arranque do ano lectivo.

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“Há uns dias o motorista disse-me que se há queixas agora, então daqui a um mês ou dois é que vai ser uma confusão. Parece-me que eles próprios não estão muito satisfeitos”, salientou.

No caso da reformada, “as carreiras têm passado sempre, mas com atrasos”. “Ainda não entendi como está a correr o serviço. Está muito confuso. Tem sido uma confusão e ninguém me sabe explicar. Espero que comece a funcionar melhor”.

“Queixavam-se da TST, mas agora está pior”

Passados três meses do arranque do novo serviço da Carris Metropolitana – que abrange os concelhos de Alcochete, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal (lote 4) – Maria Augusta Pereira explica continuar “atrapalhada”, uma vez que não consegue “aceder às informações [na internet]”.

A idosa, que utiliza os transportes rodoviários para fazer as suas actividades diárias, espera que “os horários e os trajectos sejam melhor divulgados”, sendo também esta a opinião de Álvaro Calado.

“Está tudo a funcionar mal. Estamos horas à espera pelo autocarro, que tem chegado sempre com muito atraso. Queixavam-se da TST, mas agora está pior”, atira.

No caso de José Luís dos Santos, o sénior, que mora no Bairro Grito do Povo, diz chegar a estar duas a três horas na paragem. “No Bairro dos Pescadores, na Reboreda, no Casal das Figueiras e no Viso são raros os autocarros que passam, enquanto para as praias são sempre seguidos”, descreve.

Além disso, existem dias em que “os autocarros aparecem com um nome e vão para outro sítio”. “Já aconteceu dizer Bairro Camolas e ir para o Casal das Figueiras, por exemplo. Antes, quando era a TST, havia queixas, mas cumpriam o horário. Agora os atrasos são sistemáticos”.

Carregamento do passe vira ‘pesadelo’ todos os meses

Além do “péssimo serviço da Carris [Metropolitana]” de que muitos utentes se queixam, também o carregamento do passe se tornou um problema para quem o realiza mensalmente na bilheteira.

No espaço de atendimento e carregamento da Carris Metropolitana, em Setúbal, a fila rondava ontem os 30 minutos de espera e muitos foram aqueles que demonstraram o seu desagrado a O SETUBALENSE. “As filas nas bilheteiras são sempre enormes nos dias 31 e 1 de Utente Luísa Vieira cada mês”, comentou uma jovem adulta, que afirma não saber realizar o carregamento do passe de outra forma.

Para quem não tem cartão de multibanco é igualmente difícil evitar as filas de espera. “Carrego o passe todos os meses e tenho de me dirigir às bilheteiras, uma vez que não tenho cartão de multibanco”, afirma uma senhora reformada, que aguardava para ser atendida há cerca de 20 minutos.

Muitos costumam também efectuar o carregamento do passe nas máquinas automáticas, uma vez que o procedimento é relativamente mais rápido. No entanto, ontem, pelas 11 horas, o equipamento que se encontra no espaço de atendimento estava avariado, contribuindo assim para o aumento da fila de espera.

Para quem optou por ter o passe devido ao aumento do preço da gasolina, esta decisão revelou-se questionável. “Decidi fazer o passe porque se tornou impensável andar de carro. Ontem vim aqui carregar o meu passe e não estava ninguém. Agora, para carregar o da minha filha, deparo-me com esta fila. Pelos vistos, o fim do mês é uma altura complicada para isto”, comentou uma recém utente do serviço.

Interface Estação de autocarros sem acesso à casa-de-banho

Além da demora para apanhar o autocarro, referida por muitos utentes do serviço da Carris Metropolitana, também o acesso às casas-de-banho revela ser um problema. Sem qualquer indicação e de difícil visibilidade, as casas-de-banho da Interface de Transportes de Setúbal têm sido também motivo de queixa.

Com um gradeamento a impedir a entrada às mesmas, estas encontram-se fechadas, sem que exista a possibilidade de utilização para quem aguarda horas à espera na paragem do autocarro.

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