21 Maio 2022, Sábado
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Delegação de Setúbal da Associação de Professores oferece aulas de português para integração de ucranianos

Acção desenvolvida através de voluntários em parceria com escolas secundárias e Escola Superior de Educação do IPS

 

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Com o objectivo de ajudar a população ucraniana que se vai instalando em território sadino a integrar-se na comunidade, a Delegação Distrital de Setúbal da Associação de Solidariedade Social dos Professores (ASSP) decidiu ‘arregaçar as mangas’ e disponibilizar aulas de português aos refugiados.

A iniciativa, explica Jorge Bico, membro da Comissão Administrativa da Delegação de Setúbal da ASSP, vai ser desenvolvida “através de voluntários, em parceria com as escolas secundárias e a Escola Superior de Educação (ESE) do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS)”.

“O objectivo é fazer acções de formação de português em salas das escolas secundárias, da ESE e na sede das nossas instalações, mas em termos familiares. Ou seja, em vez de as crianças serem desligadas dos adultos ou cada um para seu lado, queremos reunir as famílias em grupos pequenos para as ajudarmos a aprender português”, disse a O SETUBALENSE.

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A ideia passa por descentralizar o máximo possível as aulas, “também para as pessoas não terem de fazer longas distâncias”. “Por exemplo, se uma pessoa tem família perto do IPS, não faz sentido vir à sede da associação, que é no Largo da Misericórdia. Assim nós encaminhamos para a respectiva escola, arranjamos uma sala e fazemos lá a formação”.

Por parte dos estabelecimentos de ensino, o interesse foi imediato, com “as direcções dos agrupamentos a ficaram muito sensibilizadas para esta situação”. “Trata-se de uma acção voluntária, que não tem custos para os frequentadores nem implica remuneração para os voluntários”.

As aulas arrancam “assim que começarem a chegar inscrições”, que devem ser realizadas através do e-mail [email protected] ou do telefone 265 719 850.

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A integração de famílias ucranianas na comunidade, considera Jorge Bico, passa em seguida por “encaminhar os refugiados para as instituições que os podem ajudar, nomeadamente o Alto Comissariado para a Imigração e o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) para ofertas de trabalho”.

“Queremos também fazer a ponte entre os ucranianos e as empresas a necessitar de funcionários, para que seja uma transição rápida e sem grande custo emocional para as pessoas, que já têm o problema pelo qual vieram para Portugal”. Por enquanto, as formações serão realizadas “só no concelho de Setúbal”.

“A nossa delegação é no concelho, portanto para já nesta fase vamos cingir-nos aqui. Não queremos dar o passo maior do que a perna”, justificou.

A terminar, Jorge Bico garantiu que também a Casa do Professor, “um pólo da associação, vai ser importante em termos de apoio logístico”. “Por exemplo, se quisermos divulgar a música ou a cultura ucraniana, a instituição tem salas maiores para tal. Queremos mesmo integrar os ucranianos na nossa comunidade”, concluiu.

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