9 Dezembro 2022, Sexta-feira
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Cristina Rodrigues despede-se da actividade política “com a certeza” de que fez o seu melhor

Deputada não inscrita eleita por Setúbal decide não ser candidata nas eleições legislativas de 30 de Janeiro

 

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A deputada Cristina Rodrigues tomou a decisão de não se candidatar às próximas eleições legislativas, apesar de fazer um “balanço positivo” do seu mandato, “interrompido pela dissolução da Assembleia da República”.

Eleita pelo PAN como cabeça-de-lista do círculo eleitoral de Setúbal em 2019, partido do qual se desvinculou no passado ano por alegadamente condicionar a sua “capacidade de trabalho”, Cristina Rodrigues diz despedir-se “agora da actividade política activa com a certeza” de que fez o seu melhor “para estar à altura do cargo” exercido.

Em nota enviada a O SETUBALENSE, a deputada garante que durante os dois últimos anos tentou “sempre estar próxima das pessoas, ouvir as suas preocupações e usar o cargo para lhes poder dar voz”.

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“Julgo que esse foi um desafio conseguido. Sinto uma enorme gratidão por ter tido a possibilidade de representar as pessoas. Este é um ciclo que se encerra. No entanto, enquanto cidadã, manterei o activismo que sempre exerci pelas causas em que acredito”, revelou.

Desde que se tornou deputada não inscrita, Cristina Rodrigues “submeteu mais de cem iniciativas e cerca de 200 perguntas e requerimentos”, destacando “como positivas as alterações feitas ao Código Penal, no sentido de incluir a violência patrimonial no crime de violência doméstica, a aprovação do estatuto de vítima para as crianças e a aprovação da lei de Bases do Clima”.

É igualmente por si referida “a alteração ao Código do Trabalho, no sentido de aumentar os dias de luto pela perda de um filho, bem como no sentido de assegurar o direito à desconexão profissional, e o fim da discriminação na dádiva de sangue”.

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Por outro lado, a parlamentar lamenta que “a iniciativa que previa o aumento do prazo de prescrição para denunciar crimes de abuso sexual de crianças, apesar de aprovada na generalidade, não tenha conseguido fazer o restante processo legislativo, tendo caducado com a dissolução da Assembleia da República”.

Já no que diz respeito às recomendações aprovadas, considera a deputada não inscrita que “foram muito importantes as relativas à melhoria da educação sexual nas escolas, a criação de quartos ou alas específicas em caso de perda gestacional e as medidas de combate à pobreza menstrual, que prevêem a distribuição gratuita de produtos menstruais”.

Sobre as iniciativas não aprovadas, refere “a criminalização dos maus-tratos a todos os animais e a protecção das mulheres, tornando o crime de violação um crime de natureza pública”, passos que considera “importantes”.

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